A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã de quinta-feira a Operação Lama Asfáltica, no Mato Grosso do Sul. As investigações giram sobre um esquema de fraudes em licitações e contratos administrativos e superfaturamento em obras de infraestrutura realizadas em Campo Grande (MS). Um dos alvos da ação, o assessor especial do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, deixou o cargo no mesmo dia. Dados da PF apontam prejuízos estimados em 11 milhões de reais, de um montante fiscalizado de 45 milhões de reais. Cerca de 80 policiais federais participaram desta fase.
Uma das primeiras ações da operação foi o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-deputado Edson Giroto (PR-MS), na cidade mato-grossense. Ele estava no cargo de assessor desde março deste ano.
Ministro
Em nota, o Ministério dos Transportes afirmou que o ministro Antonio Carlos Rodrigues soube da operação na quinta-feira, quando também foi surpreendido com o pedido de afastamento de seu assessor especial: “O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, teve conhecimento, nesta quinta-feira, da Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, Receita Federal e CGU [Controladoria-geral da União] em Campo Grande. O assessor especial do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, solicitou afastamento de suas funções no Ministério para tratar de assuntos particulares”, esclareceu.
Iniciadas em 2013, as investigações apontaram para um grupo que, “por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturam obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”, informou a PF.
Rodovias
A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana, entre outros. A PF declarou que fiscalizações realizadas pela CGU e perícias efetuadas pela corporação comprovaram a existência de diversas irregularidades em obras executadas por empresas do grupo através de fraudes na execução dos contratos. O texto diz, também, que foram identificadas grandes doações de campanhas à candidatura de um dos principais envolvidos. A operação foi deflagrada em conjunto com a CGU, o Ministério Público Federal e a Receita Federal. (Folhapress e AG)
