A PF (Polícia Federal) revelou que as propinas pagas por licenças ilegais de pesca, como parte de um esquema desarticulado nessa quinta-feira, variavam de 4 mil reais a 100 mil reais. A Operação Enredados culminou na prisão do secretário-executivo do extinto Ministério da Pesca, Clemerson José Pinheiro, e do superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Santa Catarina, Américo Ribeiro Tunes.
Foram emitidos 19 mandados de prisão e 63 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pará e Distrito Federal. A delegada Aletea Vega Marona, chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal em Porto Alegre, explicou que a organização criminosa agia com diversos modos operandi, todos visando a facilitar ou vender permissões emitidas pelo Ministério da Pesca.
O esquema tinha participação de servidores públicos, representantes sindicais e intermediários. Investigadores apontam que muitas licenças eram emitidas a amadores e a embarcações que não possuíam os requisitos necessários para realizar a atividade pesqueira. A investigação começou há pouco mais de um ano no Rio Grande do Sul, a partir de informações obtidas na cidade de Rio Grande, que tem uma atividade pesqueira intensa – e onde se concentrou boa parte da ação ilegal. (AE)
