Policiais federais cumpriram na manhã de quinta-feira (9) 11 mandados de busca e apreensão para desarticular um esquema de falsificação de diplomas do curso de medicina. Na ação, realizada nas cidades do Rio de Janeiro, de Belford Roxo e Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro, além de Montes Claros, em Minas Gerais, foram apreendidos aparelhos celulares, jalecos, carimbos, documentos de identificação e documentos com indícios de falsificação.
Cerca de 60 policiais participaram da Operação Catarse, iniciada depois de denúncia feita pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj). Segundo informações repassadas pelo representante da classe médica à Polícia Federal (PF), foram constatados requerimentos de registro profissional a partir de documentos falsificados de graduação em medicina.
Em abril de 2022, duas pessoas já tinham sido presas na sede do próprio Cremerj, quando tentavam obter os registros. As investigações chegaram a outros suspeitos e a empresas envolvidas, entre elas duas clínicas médicas.
Os crimes investigados são de falsificação de documento público e uso de documento falso.
Falso médico
Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro prenderam, na noite de quarta-feira (8), um falso médico, de 38 anos, identificado como Jonny Teixeira Carreiros, que faria parte de um esquema que fraudava registros no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) para alunos de uma universidade federal da Bahia.
A prisão ocorreu em flagrante em frente a um hospital no bairro da Tijuca, zona norte da capital, quando o falso médico chegava em uma ambulância, acompanhando um paciente que havia sido transferido de um hospital de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Depois de ser abordado, o falso médico acabou confessando o crime. A ação contou com o apoio de funcionários do Conselho Regional de Medicina do Rio.
De acordo com as investigações, o acusado atuava com o registro cancelado por fraude. Ainda segundo os agentes, algumas pessoas conseguiram o documento de forma provisória, antes que a fraude fosse descoberta, e vinham exercendo ilegalmente a profissão.
O homem foi conduzido para a delegacia especializada e autuado por exercício ilegal da medicina. As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo, além de apurar o envolvimento deles na assistência de traficantes de drogas do Rio..
Em nota, o Cremerj destaca que acompanhou, na noite de ontem, a prisão de Jonny Teixeira Carreiros, que se apresentava como médico, apesar de não ter um CRM válido. “A ação contou com a participação do CRM/RJ, não só no momento da prisão, mas também durante o levantamento responsável por identificar o detido e determinar onde, quando e como ele trabalhava. Sem isso, sua captura seria muito difícil”, disse o delegado Rodrigo Coelho, titular da DRE. As informações são da Agência Brasil.
