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A Polícia Federal prendeu Paulo Preto, apontado como o operador do PSDB nas propinas

Paulo Preto é ex-diretor da Dersa e suposto operador do PSDB. Ele é suspeito de operar propinas da Odebrecht. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A PF (Polícia Federal) prendeu, no início da manhã desta sexta-feira (06), em São Paulo, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária Dersa, apontado como operador do PSDB.

Segundo a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), ele comandou desvios de dinheiro durante o governo tucano. A Justiça Federal determinou a prisão preventiva de Paulo Preto e autorizou busca e apreensão em sua residência. O advogado Daniel Bialski, que defende o ex-diretor, disse que desconhece o motivo da prisão.

O ex-diretor da Dersa foi detido no bairro de alto padrão da capital paulista Vila Nova Conceição. O MPF denunciou Paulo Preto e outros quatro suspeitos pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato, que é a apropriação de recursos públicos. Eles teriam desviado recursos, em espécie e em imóveis, entre os anos de 2009 e 2011, no total de R$ 7,7 milhões (valores da época) destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas pela Dersa para a realização das obras do trecho Sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê, na Região Metropolitana de São Paulo.

Denúncia

A denúncia foi feita após uma investigação iniciada no MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo pelos desvios de apartamentos e de pagamentos de indenizações. Durante as investigações, a Promotoria da Suíça informou que Paulo Preto mantinha o equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do Brasil.

Ele foi diretor da estatal que administra as rodovias em São Paulo entre 2005 e 2010. Os procuradores pediram a quebra do seu sigilo bancário. Além de autorizar a suspensão do sigilo, a juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, determinou o bloqueio dos eventuais saldos que existam nas contas dele no exterior.

Os documentos suíços revelaram que o dinheiro estava em quatro contas bancárias, abertas em 2007, por uma offshore sediada no Panamá, cujo beneficiário é Paulo Vieira de Souza e que, em fevereiro de 2017, o dinheiro foi transferido da Suíça para um banco nas Bahamas.

A juíza federal diz que há fortes indícios dos crimes de peculato e falsidade ideológica, bem como o enriquecimento injustificado. Na ocasião da denúncia do Ministério Público Federal, no dia 22 de março, a Dersa disse, por meio de nota, que “em 2011 organizou seu Departamento de Auditoria Interna, instituiu um Código de Conduta Ética, cuja adesão é obrigatória para todos os funcionários e contratados, e também abriu canais para o recebimento de denúncias que garantem o completo anonimato da fonte”. Já o PSDB declarou que não tem qualquer relação com o réu ou com os fatos narrados.

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