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A Polícia Federal quer saber do presidente Michel Temer as razões de ele não ter tomado providências após ouvir empresário da JBS relatar crimes

Joesley também narrou contribuição financeira a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara. (Foto: Folhapress)

Entre as 84 perguntas feitas a Michel Temer, a PF (Polícia Federal) questiona o presidente sobre um capítulo importante da crise na qual o peemedebista mergulhou – os assuntos tratados na reunião com o empresário Joesley Batista, da JBS, na noite de 7 de março, no Palácio do Jaburu.

Naquele encontro, o executivo narrou a Temer uma sucessão de crimes como o pagamento de mesada de R$ 50 mil para o procurador da República Ângelo Goulart. Joesley também disse ao presidente que estava ‘segurando dois juízes’.

“Por qual razão não levou ao conhecimento de autoridades a ilícita ingerência na prestação jurisdicional e na atuação do Ministério Público que lhe fora narrada por Joesley Batista?”, indagou a PF, que avalia que o presidente compreendeu que ‘segurar’ os magistrados significava uma suposta ‘intervenção’ na atuação do Judiciário. (AE)

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