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Polícia Federal suspeita que consultoria de filho de Lula servia para justificar movimentações financeiras entre empresas investigadas

Luis Claudio Lula da Silva, dono da LFT Marketing Esportivo (Foto: João Sal/Folhapress)

Um novo relatório da PF (Polícia Federal), obtido pela TV Globo, mostra detalhes e indícios de que os relatórios da consultoria da LFT Marketing Esportivo, de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, para a Marcondes e Mautoni, empresa de Mauro Marcondes – preso na Operação Zelotes –, teriam sido feitos para justificar pagamentos de vultuosos valores.

Esse novo documento revela que, além da Wikipedia, Luis Claudio usou em seus relatórios textos copiados de outras fontes da internet, entre elas uma tese de doutorado apresentada na Universidade de Brasília. A empresa do filho de Lula recebeu 2,5 milhões de reais da Marcondes e Mautoni. O empresário Mauro Marcondes já foi indiciado pela PF por associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

“Por fim, cabe destacar que, fazendo um paralelo entre o conteúdo do trabalho analisado e os valores envolvidos no pagamento pelos mesmos, verifica-se que há fortes indícios de que tais relatórios tenham sido produzidos meramente com o propósito de justificar vultuosas movimentações financeiras entre as empresas investigadas, prática já conhecida no âmbito desta investigação”, conclui o relatório da PF.

Nesta sexta-feira (27), foi divulgado o relatório final da PF sobre as investigações da Operação Zelotes – que apura fraudes em julgamentos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). Segundo as investigações, a LFT Marketing Esportivo – de Luís Cláudio – recebeu 2,5 milhões de reais em pagamentos da Marcondes e Mautoni, banca de advogados especializada na representação de montadoras.

No sábado (28), o advogado de Luís Cláudio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, divulgou nota na qual negou irregularidades em serviços prestados pelo cliente e afirmou que a conclusão da PF de que ele reproduziu conteúdo da internet em consultoria  é “improcedente” e “descabida”. (AG)

 

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