Funcionários da segurança pública decidiram que continuarão em greve até sexta-feira. A decisão afeta policias civis, agentes penitenciários e peritos. A BM (Brigada Militar) é proibida por lei de fazer greve, mas fará protestos, como na semana passada, quando parentes de servidores, em manifestação, impediram a saída dos policias dos quartéis.
A orientação da Abamf (Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar) e da ASSTBM (Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar) é para que os policias fiquem “aquartelados” e só atendam a emergências. Nos casos urgentes, apenas os carros regularizados poderão fazer o atendimento. Em nota, a entidade orienta os militares a procurarem atendimento médico se “estiverem sem condições psicológicas”. A Abamf lembra que “o material particular dos militares não deve ser usado em serviço, uma vez que é obrigação do Estado dar as condições para a prestação de serviço à população”.
TJ-RS nega chamamento
O TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) negou pedido de liminar para o governo do Estado convocasse imediatamente 2,5 mil concursados para atuar na BM. A ação foi movida pela Associação Beneficente Antônio Mendes Filho, que representa servidores de nível médio da corporação. Ao analisar o pedido, a desembargadora Isabel Dias Almeida, do Órgão Especial do TJ-RS, considerou que não ficou claramente comprovado o risco de dano à categoria para a concessão de liminar.
