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PONTO SEM RETORNO!

(Foto: Reprodução)

Qual seria o diagnóstico que receberia o Brasil se fosse considerado uma pessoa e consultasse psiquiatras? Esquizofrenia, Bi-polaridade, Ciclotímico? Poucos minutos de observação revelam um país completamente sequelado, confuso e auto-destrutivo.

Desculpe a pretensão da coluna em querer um diagnóstico para o que estamos vivendo hoje na política que ao fim e ao cabo é a responsável por todas as outras condições; econômica, social… A Olimpíada está oferecendo minutos incríveis de prazer, entusiasmo e esperança de vitórias, de medalhas de subir ao Pódium.

Ficamos em estado de graça, de mania… Até mudar o foco para a politica daí é certo que mergulhamos na depressão.  Após as delações de Marcelo Odebrecht divulgadas no ultimo fim de semana, os sistemas políticos atingiram um ponto sem retorno e, a mudança tem que ocorrer agora!

Se o impeachment fosse de fato sério constitucional, os senadores interromperiam imediatamente o processo, reconduzindo a presidente afastada para que ela coordene com a autoridade de presidente eleita as reformas necessárias para salvar a democracia. Desnecessário dizer que o presidente interino e seus ministros perderam a condição de governar após serem denunciados, de forma clara por um dos maiores corruptores das ultimas décadas.

O Presidente da TSE Min. Gilmar Mendes revelou que vai pedir a cassação do registro do PT por recebimento de propinas oriundas da Petrobrás. Com todas as delações o que uma parte considerável dos eleitores espera é a cassação de todos os partidos.

E como cabe ao legislativo a tão esperada Reforma Política e Eleitoral, só resta para mantermos um minimo de lucidez e honra reconduzir Dilma  – já que após meses e dezenas de delações em nenhum momento ela foi citada como corrupta e segundo especialistas não cometeu crimes na alegadas “pedaladas fiscais” – a fim de chamar , não novas eleições presidenciais, mas sim uma eleição para uma Constituinte Exclusiva com prazo para terminar uma nova Carta Magna. Qualquer outra decisão será o famoso; trocar seis por meia-dúzia.

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