A presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entrou em contato nesta quarta-feira (7), pela manhã com o ministro extraordinário Onyx Lorenzoni, futuro ministro-chefe da Casa Civil, para tratar do agendamento da diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).
A sugestão da Administração do TSE é de que o eleito e seu partido antecipem em cinco dias suas prestações de contas, cujo limite é o dia 17 de novembro. Dessa forma, é possível cumprir todos os prazos previstos no calendário eleitoral e realizar a solenidade de diplomação do presidente eleito em 11 de dezembro, um dia antes da data prevista para que Bolsonaro se submeta a um procedimento cirúrgico. A data limite para a diplomação é 19 de dezembro. Lorenzoni afirmou que irá conversar com o presidente eleito.
PSDB
Em Brasília, o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, começou a conversar com tucanos de raiz para discutir não só o que fazer com o PSDB, mas em especial com o governador eleito por São Paulo, João Doria. O ex-presidenciável convocou uma reunião da Executiva do partido para 22 de novembro, quando a sigla decidirá se vai apoiar ou não o governo de Jair Bolsonaro. Aliados do tucano defendem postura de oposição, mas com apoio às reformas importantes ao País. Por outro lado, Doria, que se movimenta para assumir o PSDB, quer caminhar com o novo governo.
Na agenda. Um dia antes da reunião da Executiva do PSDB, o senador Tasso Jereissati deve ser anunciado como possível candidato ao comando do Senado pelo bloco Rede, PDT, PSB, PPS. Esse grupo tem 14 senadores. Com os oito do PSDB, soma 25% dos votos.
Fogo amigo
Uma das opções para assumir a presidência do Senado, Simone Tebet (MDB) foi procurada por senadores do Podemos, que pediram que ela convença o colega Alvaro Dias (Podemos) a desistir de se lançar à cadeira. Não querem dividir forças.
