Porto Alegre registrou alta de 16% na taxa média de condomínio residencial entre janeiro de 2025 e o mesmo mês de 2026, com o valor médio chegando a R$ 509.
A pesquisa foi realizada pela Loft com base em 23 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais. “O condomínio é um custo fixo relevante no orçamento das famílias e reflete tanto o padrão construtivo quanto os serviços oferecidos pelos empreendimentos. Em Porto Alegre, esse peso aparece com mais força em bairros consolidados, com imóveis maiores e prédios mais completos”, afirmou o gerente de dados da empresa, Fábio Takahashi.
O levantamento mostra que os maiores valores de condomínio na Capital gaúcha se concentram em bairros tradicionais e de alto padrão, sobretudo nas regiões centrais e na Zona Norte da cidade.
O ranking é liderado pelo bairro Bela Vista, onde a taxa média de condomínio atingiu R$ 1.300 em janeiro de 2026, após alta de 30% em um ano. Na sequência, aparecem Moinhos de Vento (R$ 1.267) e Jardim Europa (R$ 950). Também figuram entre os maiores valores bairros como Três Figueiras, Mont’Serrat, Rio Branco e Chácara das Pedras.
Essas regiões combinam tíquetes médios elevados, apartamentos de maior metragem e condomínios com mais infraestrutura, o que se traduz em custos mensais mais altos de manutenção. “No Bela Vista e no Moinhos de Vento, por exemplo, o condomínio elevado acompanha imóveis com tíquetes médios acima de R$ 2 milhões, além de prédios com padrão construtivo mais sofisticado”, explicou Takahashi.
Maiores altas
Quando o recorte é feito pelos maiores crescimentos percentuais, o padrão se torna mais heterogêneo. As maiores altas do condomínio aparecem em bairros onde o valor absoluto ainda é mais baixo, muitos deles fora do eixo tradicional mais caro da cidade.
O maior avanço foi registrado no bairro Ipanema, na Zona Sul, com alta de 72% na taxa média de condomínio entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. Também se destacam Três Figueiras (60%), São Sebastião (59%) e Praia de Belas (50%). Bairros como Santa Tereza, São Geraldo, Glória e Passo das Pedras aparecem entre os maiores crescimentos, indicando que o aumento do condomínio foi relativamente disseminado pela cidade.
“Em bairros onde o valor inicial do condomínio é mais baixo, mudanças na composição dos anúncios, como a entrada de prédios novos ou empreendimentos com mais áreas comuns, podem elevar rapidamente a média. Mas, o fato de bairros caros também aparecerem entre as maiores altas, indica uma pressão mais ampla sobre os custos”, afirmou Takahashi.
