Na manhã dessa terça-feira (28), dois trabalhadores caíram do terceiro andar de uma reforma em um condomínio residencial na avenida do Forte, esquina com a rua Brasília, na Zona Norte de Porto Alegre. Um deles ficou suspenso pelo cinto de segurança o outro ficou preso no jaú de construção civil (espécie de elevador), quando teve o pé atravessado na grade de segurança do edifício. Eles foram socorridos pelos bombeiros. Paulo Ricardo Ribeiro passa bem, mas Almeri Martins de Vargas está em estado grave no Hospital de Pronto Socorro. Ambos trabalham para uma empresa terceirizada.
Nos últimos anos, mais de 20 trabalhadores morreram nos canteiros apenas na Região Metropolitana de Porto Alegre, desses 80% eram terceirizados. Segundo o Dieese, o terceirizado trabalha 3 horas por semana a mais, recebe 24,7% a menos, permanece menos de 3 anos no emprego (alta rotatividade) e 90% dos trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão são terceirizados. A informação é do STICC (Sindicato nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre).
