Em cerimônia realizada na tarde desta quarta-feira (16) no Crematório Metropolitano de Porto Alegre, familiares, amigos e antigos colegas se despediram do jornalista e ex-colunista social gaúcho Luiz Carlos Lisboa. Ele faleceu quinta-feira no Hospital Ernesto Dornelles, vítima de falência múltipla de órgãos, a um dia de completar 95 anos.
Lisboa teve forte militância na área cultural e ênfase em áreas como artes plásticas e cinema – foi crítico de filmes e um dos idealizadores do Festival de Gramado, por exemplo. O auge de sua trajetória – iniciada da década de 1950 – abrange periódicos como “Diário de Notícias”, “Folha da Tarde”, “Zero Hora”, “Revista do Globo” e “Manchete”.
Também trabalhou como assessor de Relações Públicas na prefeitura de Porto Alegre, apresentou programas em emissoras de TV e exerceu funções decisivas em galerias de arte e eventos culturais. Em 2006, escreveu a biografia da atriz paulista Marisa Prado (1930-1982), um dos tantos nomes em sua vasta coleção de amigos.
Generosidade
Ultimamente, o jornalista – que também atuou como correspondente em Paris (França) em meados dos anos 1950 – se dividia entre Porto Alegre, Torres (Litoral Norte) e Rio de Janeiro. “Tento fugir do frio e do calor excessivos, então fico um tempo em cada lugar, onde sempre tenho amigos”, contou em seu apartamento na avenida Independência, durante entrevista concedida em 2018 ao repórter Marcello Campos, de “O Sul”.
Uma das derradeiras contribuições de Luiz Carlos Lisboa para a cidade que o acolheu foi a doação de vários itens de seu acervo particular. São manuscritos originais, recortes, livros e filmes que tiveram como destino instituições como o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho, Pinacoteca Ruben Berta e Cinemateca Capitólio.
(Marcello Campos)
