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Preço do petróleo no mundo sobe mais 4% após ataques do Hamas a Israel

Em relação ao petróleo, a produção foi de 3,672 milhões de barris por dia. (Foto: Reprodução)

No primeiro dia útil após o início da guerra entre Israel e Hamas, que teve início na madrugada de sábado (7), quando o grupo islâmico iniciou uma série de ataques contra o território israelense, o preço do petróleo subiu em todo o mundo, enquanto os mercados globais operavam com grande volatilidade.

Embora o Brasil não tenha nenhuma relação direta com o conflito, a economia do País também pode ser impactada, justamente pela disparada da commodity. Nessa segunda-feira (9), o barril de petróleo avançou mais de 4% nas primeiras horas do dia, próximo ao patamar de US$ 90.

O barril do petróleo do tipo WTI subiu até 5,4% em Nova York, chegando a superar US$ 87 no pior momento do dia. A alta depois perdeu fôlego, e por volta das 10h (horário do Brasil) estava em 3,9%.

O petróleo do tipo brent no contrato mais negociado, para dezembro, teve alta de 3,7%, também chegando a US$ 87.

Especialistas ouvidos pelo portal de notícias G1 explicam que, no curto prazo, os impactos sobre o Brasil são menores, limitados às oscilações do dólar e da bolsa de valores. No entanto, caso a guerra se agrave ainda mais e persista por muito tempo, haveria impactos mais diretos por conta das travas na produção e distribuição do combustível.

Uma alta forte do petróleo tem como consequência direta a elevação do preço dos produtos derivados, como gasolina e diesel. Por sua vez, combustíveis mais caros afetam diretamente a inflação, já que são parte essencial de diversas cadeias produtivas e de distribuição.

Como a guerra afeta o preço do petróleo? Apesar do surto no mercado de petróleo na manhã dessa segunda, o internacionalista do Instituto Global Attitude Rodrigo Reis destaca que a região composta por Israel e Palestina não é uma grande produtora de petróleo. Assim, os impactos no preço do combustível têm motivações indiretas.

A grande dúvida que paira nos mercados é o ganho de escala do conflito e o possível envolvimento de aliados, atingindo a política de outros países do Oriente Médio. O maior risco está numa possível participação do Irã.

Por ora, não há nenhum sinal de que o país se envolverá, mas o governo iraniano é um importante apoiador do grupo Hamas. Assim, no caso de a comunidade internacional impor sanções ao território palestino, “o Irã poderá exercer sua influência junto aos demais países da Opep para cortar a produção e elevar o preço do petróleo”, comenta o assessor de investimentos Danilo Paske, da Criteria Investimentos.

O especialista pontua ainda que a oferta da commodity no mundo já é menor em quase um século, devido aos poucos investimentos feitos no setor e as ameaças de recessão global, que costumam diminuir a demanda pelo produto.

Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama, afirma, também, que além de ser uma região que produz boa parte do petróleo mundial, o Oriente Médio também é um importante ponto de passagem da commodity até chegar aos seus destinos.

“Se o conflito perdurar e transbordar, afetando outros países da região, pode fazer (o petróleo) subir acima de US$ 100, pois estamos falando de uma região que tradicionalmente tem perfil bélico”, diz o economista.

Sempre que o preço do petróleo sobe de forma significativa, a tendência é que os preços dos combustíveis e derivados no Brasil também sofram um aumento.

Segundo João Daronco, analista da Suno Research, três pontos entram na conta para saber o real impacto sobre os preços: a extensão do conflito; a duração do conflito; e como a direção da Petrobras vai se comportar frente às oscilações de preços. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Globo.

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