O preço médio da gasolina nas bombas encerrou a semana passada em alta e registrou a primeira alta depois de 18 recuos seguidos, segundo levantamento divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis) nesta quinta-feira (07).
O valor por litro do combustível subiu 1,1%, de R$ 4,172 para R$ 4,218, entre os dias 24 de fevereiro e 2 de março. A ANP também apurou uma leve alta no preço do diesel no período. O valor médio por litro avançou 1%, de R$ 3,444 para R$ 3,479. Já o preço por litro do etanol subiu 3,9% no período, de R$ 2,760 para R$ 2,868. O preço é uma média calculada pela ANP com os dados coletados nos postos, e, portanto, o valor pode variar de acordo com a região.
Refinarias
Nas refinarias, a Petrobras vai aumentar o preço médio do litro da gasolina em 2,5%, para R$ 1,7287, a partir de sexta-feira (08). Já o preço diesel vai subir 1,9%, para R$ 2,1871. O valor médio do diesel segue no patamar o mais alto desde 27 de outubro do ano passado, quando a Petrobras comercializava o combustível fóssil a R$ 2,3606 por litro.
A Petrobras vem elevando seus preços frequentemente, no embalo de uma alta nas cotações do petróleo no mercado internacional. Os reajustes da estatal podem ocorrer em qualquer intervalo de tempo, em meio a uma política de preços da companhia que busca seguir a paridade internacional.
Quarto dígito
O sobe e desce no preço dos combustíveis nos postos já é rotina para os motoristas de todo o País. O que passa despercebido na maioria da vezes é o quarto – e misterioso – dígito no preço. O sistema de cálculo do preço do combustível é uma incógnita. Afinal, por que gasolina, etanol, diesel e gás são cobrados com três dígitos após a vírgula, se nossa moeda só tem duas casas?
Isso faz com que os combustíveis sejam os únicos produtos a seguir essa regra em todo o território nacional. A prática é legal, pois a regulamentação para a terceira casa depois da vírgula está presente em uma portaria da ANP criada sob a vigência do Plano Real, em 1994. A portaria ainda prevê que o valor final não pode ser pago da mesma forma.
Nesse caso, então, anula-se a última casa. Por exemplo: se o total na bomba somar R$ 120,187, o consumidor irá pagar R$ 120,18. Se o total fosse registrado com duas unidades após a vírgula, o valor seria arredondado para R$ 120,20.
Em nota, a ANP afirma que a principal razão para o sistema de cobrança está no ato de compra dos combustíveis pelos postos revendedores. Quando um revendedor faz a compra, as unidades de medida são diferentes, e manter as três casas decimais evita que os postos obtenham lucro em cima disso.
“Quando o revendedor adquire os combustíveis, a negociação é feita em metros cúbicos, enquanto a venda ao consumidor é feita em litros. Para evitar que os revendedores arredondem para cima o preço por litro, ficou estabelecida a obrigatoriedade da apresentação das três casas decimais”.
