“Guaíba está ao lado de Barra do Ribeiro e segue junto defendendo o desenvolvimento da região”, afirma a prefeita Claudinha Jardim, que após seis anos atuando ao lado do prefeito Marcelo Maranata, que renunciou para disputar a pré-candidatura ao governo do Estado, assumiu desde o inicio de abril a titularidade do executivo. Ela justifica o entusiasmo e o interesse na defesa das obras de ampliação da CPMC, em Barra do Ribeiro, o Projeto Natureza, “pois somos a cidade polo desta parte região da Costa Doce. E esta tem de ser uma luta de todos nós. Estão tentando cortar a liberdade de quem quer empreender. E de cima para baixo estão impedindo uma iniciativa de investir em uma região empobrecida”, comenta Claudinha Jardim.
Ela está alinhando uma manifestação publica com todos os prefeitos e lideranças da região em Guaíba, para chamar a atenção do Rio Grande do Sul para a importância econômica e social desse empreendimento da CMPC Celulose.
Ampliação da CMPC: Relevância social e econômica para a região
A prefeita de Guaíba conversou com o jornalista Flavio Pereira sobre a herança positiva que recebeu do prefeito Marcelo Maranata, e lembrou que “ainda temos muitos desafios e muitas questões a serem resolvidas para a cidade e a região”.
Especificamente sobre a ampliação da CPMC Celulose, ela lembra que “acompanho esse tema desde quando fui vereadora, e debatemos a ampliação em Guaíba onde havia uma peculiaridade a mais: o empreendimento em Guaíba, está na zona urbana, e ainda assim conseguimos construir uma solução. Na Barra, vai ser fora da área urbana, na fazenda Barba Negra, e até essa nova planta há uma distância de 40 quilômetros”, explica.
– A gente entende que a possiblidade de não ter esse investimento da CMPC na Barra, vai ser um retrocesso para o Rio Grande do Sul, pois já temos dificuldades para atrair investimentos por questões logísticas, e após a enchente. Então Guaíba e Barra ficam numa área de mancha da enchente, e precisamos valorizar que ainda assim a empresa quer fazer sesse investimento”, destaca a prefeita.
– Estamos falando de um investimento histórico, de 27 bilhões de reais, com geração de 12 mil empregos diretos nas obras, e após, 3 mil empregos diretos na fabrica, e mais dezenas de milhares de empregos indiretos, o que vai transformar positivamente toda a nossa região, especialmente em um momento em que precisamos olhar para o futuro com responsabilidade, crescimento e reconstrução”, afirma a prefeita.
Guaíba segue na busca de investimentos
A prefeita Claudinha Jardim lembra que Guaíba possui hoje muitas empresas potentes que prestam vários serviços para a CPMC, e há um esforço para buscar novos investimentos, diante da previsão da queda da receita do ICMS com a entrada em vigor da reforma tributária:
– Com a previsão da queda do ICMS de Guaíba na vigência da reforma tributária, precisamos reforçar serviços, e buscar mais ISS (Imposto sobre Serviços). Essa expansão da CMPC na Barra, será importante para Guaíba, e para dezenas de municípios da região nesse propósito”, comenta.
O impacto da reforma tributária, não representa a única preocupação da prefeita. Segundo ela, a aprovação do fim da jornada 6×1 que ainda precisará ser votada no Senado, não afetará apenas o setor privado, mas poderá implodir as finanças dos municípios, fato que já vem sendo alertado pelos dirigentes nacionais da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) Paulo Ziulkoski, e da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Sebastião Melo.
Preocupada com esses impactos nos cofres do município, a prefeita vem fazendo a lição de casa, e acelerando os entendimentos para garantir projetos, como o Complexo da Aeromot em Guaíba, oAerocentro Integrado de Tecnologia e Inovação (AeroCITI),investimento de R$ 3 bilhões, que abrigará a produção aeronáutica, incluindo a primeira aeronave de transporte no mundo movida a etanol e um aeródromo regional.
Claudinha Jardim também está alinhando com a Ellosul Ecossistema Logístico o complexo do centro de armazenagem e distribuição, um hub integrado, projetado para impulsionar o crescimento das empresas e da economia local. Serão 700 empregos diretos no centro de logística, com sete pavilhões ao final.
Há ainda o projeto do macroatacado da Krolow, com um investimento de R$ 60 milhões. O novo empreendimento contará com 800 vagas de estacionamento e irá gerar 200 empregos diretos, com previsão de inauguração em setembro. Para viabilizar o empreendimento, a prefeita mantém tratativas com o DNIT, aguardando autorização para a construção do acesso à BR 116.
Além disso, há ainda o CT do Sport Club Internacional, para o qual s prefeita está alinhando um protocolo de intenções, com a nova formatação do projeto na Estrada do Conde.
– São oportunidades que movimentam a economia, fortalecem os municípios e geram emprego e renda para milhares de famílias”, avalia a prefeita Claudinha Jardim.
Fecomércio recebe Comissão da Câmara que trata da atualização das faixas do Simples Nacional e do MEI
Será nesta segunda-feira, às 10h na sede da Fecomércio, a reunião da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que trata do aumento do teto do Simples Nacional e do MEI (Microempreendedor Individual). O encontro terá as presenças da deputada Any Ortiz (PP) e do relator do projeto de lei complementar 108/2021, Jorge Goetten (Republicanos-SC). O projeto prevê o aumento do teto de faturamento dos microempreendedores individuais (MEI) para R$ 130 mil e do limite de contratação de um para dois funcionários.
Com a aprovação do projeto, novas empresas poderão ser enquadradas no regime, o que permitirá maior adesão de pequenos negócios ao Simples Nacional. Isso permitirá que microempreendedores já registrados possam expandir suas operações sem o receio imediato de desenquadramento ao emitir suas notas fiscais.
A manutenção dos atuais valores, inviabilizaria esses empreendedores, com a redução da jornada de trabalho e adoção da escala 5×2.
Para Any Ortiz, a revisão dos valores é urgente. Ela lembra que o teto atual está congelado há cerca de dez anos, o que acaba levando muitos empreendedores para a informalidade. “Eles são empurrados para fora das suas faixas não pelo crescimento orgânico, mas pelo impacto da inflação. Corrigir essa distorção é fundamental para gerar emprego, aumentar renda e fortalecer a economia”, afirmou.
O PLP 108/2021 foi proposto pelo Senado e sofreu alterações na Câmara, que incluiu a revisão dos limites do Simples Nacional.
Caso seja mantido o texto proposto pelo Senado, o projeto segue para sanção presidencial. Se houver mudanças, o projeto volta ao Senado para nova apreciação. O limite do faturamento dos MEI está defasado desde 2018.
Por Flavio Pereira.
