O prefeito de Candiota Luiz Carlos Folador reiterou sua preocupação com a excessiva litigância, em especial em temas ambientais, prejudicando projetos de desenvolvimento em diversas regiões do estado.
Folador, que preside o Cideja (Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão), alerta para o fasto de que em muitos casos a litigância aponta indícios de má fé, e afeta a segurança jurídica e previsibilidade, componentes importantes do ambiente de negócios, o que afasta investidores.
O caso mais recente, aponta Folador, ocorreu na ação que anulou o licenciamento ambiental do Projeto Fosfato Três Estradas, da Águia Fertilizantes, em Lavras do Sul, na Região da Campanha, o que estaria embasado em uma narrativa jurídica fantasiosa. “A ameaça a esse empreendimento, certamente compromete o futuro do Rio Grande do Sul”, alerta o prefeito de Candiota.
Folador lembrou que são as empresas, de todos os segmentos e tamanhos que movimentam a economia e geram riquezas e que “não existe desenvolvimento social sem desenvolvimento econômico”.
No caso específico da mineração, “é uma atividade que fomenta outros ramos de atividades, beneficiando as comunidades, além de que o RS depende da importação de minérios para suas atividades”, afirma o presidente do Cideja.
Luiz Carlos Folador levou o tema à Federasul em recente participação no tradicional debate Tá na Mesa, quando alertou: “O Rio Grande do Sul pode se transformar em um ambiente extremamente hostil a investimentos, e pode dar espaço e protagonismo à vanguarda de atraso que têm mandado embora talentos gaúchos para outros estados”, advertiu.
