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Prefeito de Porto Alegre cria grupo de trabalho para avaliar os impactos financeiros do fim da escala 6×1 na administração municipal

"A escala 5x2 é mais um caso em que se cria uma despesa extra na esfera federal e não há compensação para os municípios", disse Melo. (Foto: Cesar Lopes/PMPA)

O prefeito Sebastião Melo anunciou na quarta-feira (21) a criação de um grupo de trabalho integrado pelas áreas técnicas da prefeitura para avaliar os impactos financeiros da nova escala de trabalho 5×2 na administração municipal.

“Quem paga essa conta? Hoje, o pacto federativo desfavorece as grandes cidades, que assumiram cada vez mais responsabilidades sem a devida compensação para custear a ampliação dos serviços. A escala 5×2 é mais um caso em que se cria uma despesa extra na esfera federal e não há compensação para os municípios. Não existe serviço de qualidade na ponta sem uma política fiscal ajustada”, disse Melo durante o evento Tá na Mesa da Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul), no Palácio do Comércio.

Ao lado do ex-vice-prefeito Ricardo Gomes, Melo discutiu os principais gargalos econômicos na gestão das cidades e o cenário político e institucional do País, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.

A PEC (proposta de emenda à Constituição) que acabou com a escala de trabalho 6×1 no Brasil foi aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional na semana passada. O texto institui a escala 5×2 e reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

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