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Prefeituras pedem ao governo federal que adiante para 2024 compensação de perdas com ICMS que cabe aos municípios

Frente Nacional de Prefeitos (FNP) pede que os atuais prefeitos sejam ressarcidos ainda no atual mandato. (Foto: Reprodução)

Prefeituras solicitam à União que adiante, de 2026 para 2024, o prazo limite para o ressarcimento da cota parte dos municípios relativa à compensação financeira de perdas com a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no ano passado.

O pedido foi feito pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em ofício enviado ao ministro Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. A entidade pede que os atuais prefeitos sejam ressarcidos na parte que lhe cabem ainda no atual mandato.

No dia 10, União e Estados fecharam acordo para compensação da arrecadação perdida em 2022, com a redução de alíquotas do ICMS imposta aos combustíveis. Pelo acordo, a União deve ressarcir total de R$ 26,9 bilhões aos Estados em cronograma que vai até 2026. Os prazos dependem do valor que cada governo estadual tem a receber, e se o ente está no Regime de Recuperação Fiscal ou não.

Assinada pelo prefeito de Aracaju e presidente da FNP, Evaldo Nogueira, o ofício diz que a “Lei de Responsabilidade Fiscal determina critérios mais rígidos para a prestação de contas do exercício no qual findam os mandatos, com a exigência de indicação de disponibilidade em caixa de recursos suficientes à liquidação das obrigações contraídas.”

Nogueira diz que, em razão da cota parte de 25% devida constitucionalmente aos municípios, as prefeituras devem receber total de R$ 6,7 bilhões dos R$ 26,9 bilhões que serão repassados aos Estados, segundo o acordo selado com a União. O acordo, diz ele, prevê prazo até 2026, o que coincide com o fim do mandato dos atuais governadores.

Os prefeitos atuais, porém, encerram os mandatos em 2024, e a grande maioria dos municípios precisa desses recursos para o fechamento de contas de sua gestão. Por isso, explica Nogueira, o pedido é para que a compensação da cota de 25% das prefeituras seja garantida e executada até o fim de 2024. “Esse será nosso pedido e nossa luta”, diz.

“Houve uma frustração de receitas que atingiram as prefeituras principalmente no ano passado e um pouco neste ano”, relata Nogueira, lembrando que as transferências de ICMS também entram no orçamento municipal e são contabilizadas como receitas para fazer jus às despesas crescentes.

Pelo acordo entre União e governos estaduais, os Estados que têm até R$ 150 milhões a receber terão metade do valor este ano e a outra metade, em 2024. Os que têm direito a valores entre R$ 150 milhões e R$ 500 milhões obterão um terço do valor em 2023 e o restante em 2024. Já os que têm mais de R$ 500 milhões a receber obterão 25% em 2023, 50% em 2024 e 25% em 2025.

Como regra geral, o pagamento se dará na forma de abatimento nas prestações das dívidas dos Estados com a União. No entanto, para aquelas unidades da Federação que não devem ao Tesouro ou devem pouco, o pagamento será feito com recursos do Tesouro Nacional.

Os Estados em Regime de Recuperação Fiscal – Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul – seguirão a mesma regra dos demais. No entanto, haverá, para esses Estados, um adicional de R$ 900 milhões a ser compensado na dívida em 2026.

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