O encerramento da Semana do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em julho de 2026, foi marcado por simbolismo e inovação. Mais do que uma celebração institucional, o evento reafirmou o papel do Ministério Público como guardião da vida, da cidadania e da democracia.
A entrega do Prêmio Miguel Velasquez de Direitos Humanos à promotora Lúcia Helena Callegari destacou a dimensão humana da atuação ministerial. Reconhecida por conduzir júris de grande repercussão, como o Caso Kiss, Lúcia emocionou ao afirmar: “O Ministério Público é a minha alma. Eu pautei a minha vida profissional voltada às vítimas. Se não conseguirmos dar voz a essas pessoas não seremos nada”. O procurador-geral Alexandre Saltz reforçou: “O maior direito humano que nós temos, o único direito inalienável, é o direito à vida. E a Lúcia faz isso todos os dias, com coragem, desapego, paixão e intensidade”.
Outro marco foi a transformação do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) em Escola MPRS, consolidando a formação contínua como eixo estratégico. O diretor Sérgio Harris destacou que não se trata apenas de simbolismo, mas da criação de uma estrutura robusta para capacitar integrantes e parceiros, projetando o Ministério Público como agente educativo e transformador da sociedade.
O encerramento cultural, com o espetáculo La La Land conduzido por Lala Coradini, trouxe leveza e emoção. “Esse show conecta as pessoas com emoções que o dia a dia acaba afastando. Acredito que isso ajuda a nos reconectar com o motivo pelo qual escolhemos fazer parte dessa instituição. E o maior propósito que nos une é servir a sociedade gaúcha”, disse a artista.
A Semana do MPRS, portanto, uniu três dimensões complementares:
- Reconhecimento individual, ao valorizar a trajetória de Lúcia Callegari;
- Fortalecimento institucional, com a criação da Escola MPRS;
- Valorização cultural, ao lembrar que vínculos humanos sustentam a missão ministerial.
Esse conjunto de ações projeta o Ministério Público como instituição que honra a vida, investe em conhecimento e se conecta com a sociedade. Mais do que celebrar, o evento reafirmou que o futuro da atuação ministerial depende da capacidade de integrar justiça, formação e humanidade. (Gisele Flores)
