A partir da zero hora deste domingo, dia 4 de novembro, os brasileiros de 10 Estados e do Distrito Federal devem ajustar os relógios para dar início ao horário de verão. O horário adiantado em uma hora em relação ao horário normal ficará em vigor até a meia noite do dia 15 de fevereiro de 2019.
Os Estados afetados são: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e o Distrito Federal.
O Ministério de Minas e Energia explica que as regiões Norte e Nordeste não adotam o horário de verão, porque a hora adiantada é mais eficaz nas regiões mais distantes da Linha do Equador, onde há uma diferença mais significativa na luminosidade do dia entre o verão e o inverno.
Nos Estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, os dias de verão são mais longos. O objetivo é estimular as pessoas e as empresas a encerrarem as atividades do dia mais cedo, a aproveitarem a iluminação natural e evitar que equipamentos eletrônicos sejam ligados para reduzir o consumo e a demanda energética no horário das 18h às 21h.
O ministério explica que no período também há aumento da temperatura e consequente aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado, o que neutraliza o impacto no sistema elétrico.
Preparar o corpo
Existe ainda alguns dias para preparar o corpo para se ajustar à mudança. A dificuldade de adaptação do sono é uma das grandes reclamações daqueles que não gostam do horário de verão.
“Temos um ciclo biológico de 24 horas. O que acontece no horário de verão é que temos que ajustar o nosso corpo ao novo horário. O problema é que a maioria de nós já vive uma privação de sono, dormindo menos que a nossa necessidade. Por isso que para alguns esta adaptação é mais difícil”, explicou Andrea Bacelar, neurologista e presidente da Associação Brasileira do Sono, em entrevista ao jornal Extra, do Globo.
Com o adiantamento de uma hora no relógio, os raios solares ficam até mais tarde incidindo sobre as cidades. Essa exposição prolongada à luz do sol afeta levemente o sistema hormonal do corpo.
“À noite, quando vamos iniciar o sono, temos a produção de um hormônio chamado melatonina, que é produzido no escuro. A claridade diminui a liberação deste hormônio, o que pode dificultar o sono. Com o horário de verão, algumas pessoas podem apresentar um certo tipo de retardo na liberação de melatonina”, afirmou Flávia Lúcia Conceição, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
O corpo humano leva de uma semana a dez dias para se adaptar ao novo horário. A mudança inicial costuma ser mais difícil, mas o retorno do relógio para a hora natural, o que ocorrerá em 16 de fevereiro de 2019, é mais tranquila.
“Essa demora para se acostumar é normal, ninguém precisa ficar preocupado. Quando terminar o horário de verão a readaptação ocorre de uma maneira mais fácil”, tranquilizou Andrea.
Para entrar no ritmo
Durma mais cedo
Tente ir dormir 15 minutos mais cedo a cada dois dias. No sábado que vem, seu corpo já estará adaptado e não vai sofrer com a mudança de horário.
Sol na hora certa
Se expor ao sol durante a manhã ajuda a eliminar o sono, mas evite os raios solares e a luminosidade após às 18h. Se neste horário você estiver na rua, coloque um óculos escuro. Se estiver em casa, feche as cortinas.
Evite cochilos
Nos primeiros dias do horário de verão, evite cochilar depois do almoço. Isto pode prejudicar seu sono à noite.
Atividade física mais cedo
Organize-se para fazer suas atividades físicas no horário da manhã. À noite, seu corpo pode ficar muito agitado pode causa dos exercícios e prejudicar seu sono.
Comidas e bebidas
Durante o horário de verão, procure comer alimentos mais leves e fáceis de serem digeridos. Beba bastante água e evite tomar bebidas que contenham cafeína, principalmente à noite.
