A entrada não autorizada de um pastor para a realização de culto religioso na concentração da Seleção Brasileira fez com que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) demitisse o chefe de segurança do time comandado por Dunga. Nomeado pelo ex-presidente José Maria Marin, o coronel Moacyr Alcoforado acabou perdendo seu cargo após o mal-estar gerado na comissão técnica.
“Respeito todas as religiões, mas ali não é o momento”, disse Dunga sobre o ocorrido. Foto: Reprodução
O incidente aconteceu durante os amistosos da equipe nos Estados Unidos, em setembro. Na ocasião, o pastor Guilherme Batista, 25 anos, postou fotos e vídeos nas redes sociais rezando com os jogadores e agradeceu em suas postagens a David Luiz e Kaká pelo convite para oração no hotel em que estavam hospedados. Nas imagens do missionário de Goiânia (GO), também aparecem Alisson, Douglas Santos, Douglas Costa, Fabinho, Jefferson, Lucas Moura, Marcelo Grohe e Lucas Lima.
Em outra ocasião, Batista tirou uma foto ao lado de Dunga, em um aeroporto, e escreveu uma legenda que enfureceu o treinador: “Café da manhã com o chefe aqui em Guarulhos.” “Eu estava em São Paulo, tomando café, e esse rapaz me pediu para tirar uma foto como torcedor, como faço sempre, sem problemas. Depois vi que ele postou como se eu fosse chefe dele, quis induzir algo. Na seleção, sempre aparecem pessoas querendo se aproveitar.” Ele explicou que o culto aconteceu durante um momento de folga dos atletas, mas que a concentração não deveria ter sido utilizada.
“Não permiti o culto dentro do hotel. Temos uma sala onde os jogadores podem receber os familiares ou pessoas mais próximas. (…) O pastor estava nesse setor, mas não concordamos. Quando quero fazer o bem, não preciso divulgar. Já conversamos com os atletas e expusemos o nosso pensamento. Repito: respeito todas as religiões, mas ali não é o momento. Estamos representando nosso país e temos que nos concentrar no futebol.”
