O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, negou nessa segunda-feira (31), durante agenda no Sebrae em Curitiba (PR), ter usado robôs ou contratos com influenciadores para aumentar artificialmente seu engajamento nas redes sociais. Questionado sobre afirmações de partidos que colocam sob suspeita o crescimento de sua candidatura nas plataformas digitais, Cury disse ter investido cerca de R$ 50 mil e afirmou que eventuais suspeitas devem ser investigadas.
“Eles que investiguem. Nós investimos em torno de R$ 50 mil. Não tem história de robô. Na verdade, são milhões de pessoas que acreditam na pacificação e estão cansadas desta polarização insana”, afirmou.
Robôs em redes sociais, também conhecidos como bots, são programas automatizados criados para realizar ações em plataformas digitais sem a necessidade de intervenção humana a cada atividade. Eles podem ser usados para publicar e compartilhar conteúdos, responder a mensagens, seguir perfis e interagir com outras contas.
Embora tenham aplicações legítimas, como atendimento e divulgação de informações, também podem ser utilizados para disseminar conteúdos falsos, manipular debates públicos e ampliar artificialmente o alcance de determinadas mensagens.
A manifestação ocorre após Cury registrar crescimento nas pesquisas de intenção de voto e ampliar sua presença nas redes sociais. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nessa segunda mostra o candidato com 11% das intenções de voto no primeiro turno, avanço de 9 pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, quando tinha 2%.
Cury atribuiu o crescimento ao desempenho no primeiro debate presidencial. “O que aconteceu foi uma revolução totalmente silenciosa a partir do primeiro debate”, disse.
Questionado sobre o ganho de cerca de 2 milhões de seguidores nas redes, o candidato classificou o movimento como “nunca visto” e afirmou que o crescimento é espontâneo. “As pessoas estão vendo sinceridade nas nossas propostas”, declarou.
Cury também disse ter recebido com “humildade” o resultado da pesquisa e afirmou que sua preocupação é com a governabilidade caso seja eleito.
“Todo mundo me ligando, todo mundo me cumprimentando. Mas, honestamente dizendo, eu recebi com muita humildade. Porque o problema não é perder a Presidência da República, o problema é ganhar a Presidência e pacificar esta nação”, afirmou.
“Eu não estou atrás de poder. Não é cargo. As pessoas perguntam se estou eufórico. Não, eu estou alegre, mas preocupado, precisamos pensar no Brasil em 2027”, acrescentou. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
