A equipe do candidato à presidência Renan Santos (Missão) afirma que ele foi ameaçado de morte no ato de início de campanha, marcado para este domingo (16). O suposto autor da mensagem – publicada em uma rede social – alegou ser aluno da Universidade de São Paulo (USP). A denúncia foi encaminhada às autoridades.
No texto, um usuário anônimo diz que atacará Renan durante o comício, que será realizado no Largo São Francisco, na região central de São Paulo. O autor afirma que seria aluno da faculdade de direito da USP.
A mensagem foi postada em um fórum chamado “Leftypol”, em que são feitas discussões envolvendo o campo político da esquerda. O homem diz ainda que estaria armado e escreve que “no dia 16, quando Renan vier para cá, irei matá-lo”.
A equipe do candidato afirma que recebeu a mensagem como uma denúncia por e-mail. A publicação original foi apagada do fórum.
— Eu venho recebendo ameaças e é recorrente. A gente encaminha para a Polícia Federal, entra em contato com as autoridades, mas essa é a primeira mensagem em que todos os fundamentos de um eventual atentado estão dados — disse Renan, sobre o caso.
Segundo a assessoria do candidato, o evento seguirá conforme o planejado e “medidas de segurança serão adotadas”.
A realização do ato de início de campanha no Largo São Francisco gerou reações de entidades estudantis. O Centro Acadêmico XI de Agosto, dos alunos do curso de direito da USP, realizou um protesto contra a realização do comício no endereço.
No evento de domingo, Renan promete realizar uma apresentação musical inspirada no cantor norte-americano Bob Dylan.
Grupo protesta contra ato que Renan Santos
Estudantes da USP (Universidade de São Paulo) realizaram protesto contra o candidato à Presidência Renan Santos (Missão), na noite de quinta-feira, na Faculdade de Direito, no largo São Francisco, no centro da capital paulista.
O protesto é uma reação ao primeiro ato de campanha do líder do MBL (Movimento Brasil Livre), que convocou apoiadores para se reunirem no largo neste domingo (16).
Na quinta, o protesto reuniu lideranças de movimentos sociais como UJS (União da Juventude Socialista), UEE (União Estadual dos Estudantes) e representantes do sindicato dos petroleiros e dos jornalistas. Com informações dos portais O Globo e Folha de S. Paulo.
