O candidato do partido Missão à presidência da República, Renan Santos, votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual José Geraldo de Lima, no bairro do Socorro, Zona Sul de São Paulo. Ele estava acompanhado de correligionários e apoiadores, como o deputado federal Kim Kataguiri (partido Missão) e a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), coordenadora geral do Missão.
Antes de votar, Renan Santos classificou a disputa atual como a “pior eleição desde a redemocratização”, criticou a falta de debates aprofundados e comentou a estratégia do voto útil na reta final da campanha.
“Foi a pior eleição desde a redemocratização em 89. Uma eleição vazia, e ela foi construída para ser vazia, porque as forças políticas que hoje são majoritárias, estão envolvidas em escândalos de corrupção gigantescos. Não querem ter discussão, têm medo que surjam ‘outsiders’ (forasteiros), morrem de medo da novidade. Então elas criaram uma eleição para que elas pudessem disputar fingindo demência”, criticou o candidato.
Sobre o voto útil defendido pelo Flávio Bolsonaro, que poderia tirar votos de outros candidatos da direita, incluindo o próprio Renan Santos, ele disse que sua campanha trabalhou para que isso não acontecesse.
“A gente trabalhou muito para que isso não acontecesse. Eles queriam uma mentira de que se você não vota no Flávio, Lula ganha no primeiro turno. Isso, infelizmente, ressoa para algumas pessoas menos informadas”, disse.
Santos afirmou que nunca encontrou um eleitor de Flávio Bolsonaro que tivesse outro argumento que não fosse tirar Lula do poder.
