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Presidenciável Ronaldo Caiado diz que neutralidade do partido Republicanos expõe o desgaste de Flávio Bolsonaro

Candidato do PSD afirma que dificuldades para ampliar alianças refletem impacto de polêmicas envolvendo o adversário. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nessa terça-feira (4) que a decisão do Republicanos de permanecer neutro na disputa presidencial evidencia o momento enfrentado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Em agenda realizada em São Paulo, o ex-governador de Goiás avaliou que o recuo do partido em relação a uma aliança nacional é consequência do desgaste provocado por recentes controvérsias envolvendo o senador, o que, na visão dele, teria dificultado a construção de uma base política mais ampla para a disputa eleitoral.

Segundo Caiado, a posição adotada pelo Republicanos representa um indicativo das dificuldades de Flávio para consolidar uma ampla coalizão eleitoral e ampliar o apoio de partidos de centro e de direita. Para o candidato do PSD, os acontecimentos recentes influenciaram diretamente o posicionamento da legenda, que optou por não formalizar apoio a nenhuma candidatura presidencial neste momento.

“É uma radiografia clara do quanto realmente a candidatura dele ficou comprometida. Diante de todas essas denúncias, é uma explicação correta. E isso provocou um recuo de todos aqueles que iriam para a sua coligação”, declarou durante sabatina promovida pelo G4 e pelo portal O Antagonista, na capital paulista.

A decisão do Republicanos foi tomada durante convenção nacional realizada em Brasília e altera o cenário das articulações para a formação das chapas presidenciais. Com a definição pela neutralidade, o PL passa a ter menos alternativas para negociar a composição da candidatura de Flávio Bolsonaro, já que uma eventual aliança com o Republicanos deixaria de integrar a estratégia eleitoral da legenda.

Além disso, a decisão também reduz a possibilidade de a economista Daniella Marques, filiada ao Republicanos e ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro, ser escolhida para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente na chapa do PL. O nome dela vinha sendo citado nos bastidores como uma das alternativas para compor a candidatura, hipótese que perde força após a posição oficial adotada pelo partido.

Durante a sabatina, Caiado também direcionou críticas à convenção nacional do PL, realizada em 25 de julho. Na avaliação do candidato do PSD, o evento acabou tendo como principal destaque a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, o que, segundo ele, acabou reduzindo o protagonismo de Flávio Bolsonaro em um momento considerado importante para a campanha presidencial.

“O argentino brilhava mais do que ele. Brilhava no mau sentido. Ninguém está aqui elogiando palavrões e nem desrespeito. Ao mesmo tempo, havia uma peça de inteligência artificial do pai. Perdeu para o argentino e perdeu para o avatar”, afirmou, em referência ao discurso de Milei e à exibição de um vídeo criado com inteligência artificial de Jair Bolsonaro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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