Na presidência da Argentina há 21 dias, Mauricio Macri obteve nessa terça-feira uma importante vitória na Justiça: foi inocentado de um processo que corria há cinco anos, em que era processado por suposta espionagem ilegal. Ex-chefe de governo da capital Buenos Aires, Macri foi acusado de ordenar as escutas de conversas telefônicas do seu então cunhado, Néstor Leonardo, e do adversário político Sérgio Burstein. A decisão, do juiz Sebastián Casanello, foi divulgada nessa terça-feira, mas ainda cabe recurso dos espionados.30
Em seu despacho, o magistrado argumenta que não há provas que responsabilizem diretamente Macri pela espionagem. Outras pessoas, como o então chefe da polícia da capital, Jorge Palacios, seguem respondendo ao processo. A mudança de ares em favor de Macri começou logo após sua vitória eleitoral, no fim de novembro. O promotor do caso, Jorge Di Lello, que até então defendia a condenação, mudou e sugeriu a absolvição.
A acusação era que Macri teria ordenado a espionagem usando um aparato montado por Palacios no governo da capital. Ele acabou processado, em maio de 2010, por violação de sigilo, abuso de autoridade e associação criminosa. Mas recorreu, alegando que não havia provas que o envolvessem.
O caso foi parar nas mãos de Casanello, que levará os acusados a um tribunal oral (com a participação de jurados). Com a decisão, o presidente foi poupado.
