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Presidente da Argentina se queixou pela falta de apoio do Brasil no FMI

Lula recebeu o presidente da Argentina, Alberto Fernández, no Palácio da Alvorada, em Brasília. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na noite de terça-feira (2), que pediria ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que tirasse “a faca do pescoço da Argentina”, estava enviando um recado à instituição, mas, também, ao diretor do Brasil – e de outros nove países que o elegeram em 2022 – no Fundo, Afonso Bevilaqua, cujo mandato vence no final do ano que vem.

Segundo afirmaram ao jornal O Globo fontes que participaram do encontro, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, se queixou pela falta de apoio por parte do diretor brasileiro a seu país.

Bevilaqua foi eleito no segundo semestre do ano passado, com o respaldo do governo de Jair Bolsonaro, e seu mandato dura dois anos. Mesmo que quisesse, o presidente Lula não poderia afastá-lo do posto que ocupa na diretoria do FMI, composto por 24 cadeiras. O diretor brasileiro representa, além do Brasil, um grupo de nove países que o elegeu em 2022, entre eles Panamá e Equador.

As mesmas fontes afirmaram que o governo argentino reclamou da dureza do FMI na renegociação de um acordo selado no governo do ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019), que busca, essencialmente, rolar os vencimentos de um empréstimo de US$ 44 bilhões, o maior crédito já concedido na História do organismo.

Na mesma conversa, acrescentam as fontes, o chefe de Estado argentino se referiu ao que considera uma falta de respaldo de Bevilaqua dentro do Fundo.

O governo Lula, ampliou a fonte, buscará maneiras de ajudar a Argentina no FMI. Cogita-se o envolvimento direto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que poderia se comunicar com a equipe negociadora do acordo com a Argentina nas próximas semanas, além de com o diretor brasileiro.

Bevilaqua já participou de reuniões com o ministro da Economia argentino, Sergio Massa, em Washington, por exemplo, em setembro do ano passado. Naquele momento, também esteve no encontro o então ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes. Segundo fontes que acompanharam o processo de revisão do acordo da Argentina com o Fundo, o diretor brasileiro foi mais duro que outros de países como Alemanha e Estados Unidos. Fernández também pediu apoio ao governo de Joe Biden no organismo. As informações são do jornal O Globo.

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