Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de agosto de 2015
Rompido com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), discutiu nos últimos dias com a oposição e com parte da base governista uma forma de fazer avançar um pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff na Casa.
A ideia é dar à ação um caráter coletivo, reduzindo o risco político que ele teria caso tomasse de forma solitária uma decisão desse porte. Pela lei, cabe a Cunha definir se os pedidos de impeachment apresentados – foram 12 até agora no segundo mandato de Dilma – têm fundamento para prosseguir ou devem ser arquivados sumariamente. O peemedebista sinalizava a intenção de autorizar a tramitação dos pedidos mais bem elaborados.
Em jantar na noite de segunda-feira (03), Cunha discutiu outra possibilidade com seus aliados. No novo cenário, ele rejeitaria dar sequência aos pedidos, mas algum deputado aliado recorreria de sua decisão ao plenário, o que é permitido pelo Regimento Interno da Câmara. Com isso, a decisão seria tomada pela maioria simples dos presentes. São dois os objetivos manifestados nos bastidores: minimizar os riscos políticos de Cunha e constranger os aliados fiéis a Dilma a assumir perante a sociedade, no voto, uma eventual recusa a dar seguimento a um processo contra a petista.
Caso essa votação decida pelo seguimento do pedido, é criada uma comissão especial que emite parecer a ser apreciado pelo plenário. O processo contra Dilma só é aberto e ela afastada com o apoio mínimo de dois terços dos deputados (342 de 513). Cunha, no entanto, negou ter discutido o assunto. “Alguém pode fazer um ou outro comentário, cada um tem o direito de opinar ou falar o que quiser, mas da minha parte eu desminto que tive qualquer discussão acerca disso. Isso é uma coisa muito séria para ser tratada de uma forma jocosa como está sendo colocada.” (AG)
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