Ícone do site Jornal O Sul

Presidente da Câmara dos Deputados diz que aguardará decisão do Supremo para tocar o impeachment

Cunha acabou afastado da presidência no dia 5 de maio por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que também suspendeu o seu mandato parlamentar por tempo indeterminado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Abr)

Na primeira reunião de líderes partidários após o recesso parlamentar, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avisou que aguardará o julgamento dos questionamentos que fez ao rito do impeachment julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas não a publicação do acórdão. Vai esperar a decisão também para garantir a instalação das comissões permanentes da Casa.

Cunha argumentou aos líderes que o parecer do STF deixa dúvidas que precisam ser esclarecidas não só em relação à comissão especial do impeachment, mas também cria obstáculos para que a eleição dos novos presidentes aconteça. Alguns líderes partidários criticaram a postura em relação às comissões permanentes, mas outros apoiaram a decisão e lembraram que geralmente elas só são instaladas em março de cada ano.

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), preferiu não polemizar em relação às comissões permanentes: “O Supremo vai julgar rápido, não precisa estressar antes do tema”. O novo líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), também minimizou e disse acreditar que o STF, diante da importância do tema, deverá decidir logo a questão. “É uma decisão do presidente da Câmara e acho que forçará o Supremo a decidir. Eu acho ruim para o Parlamento, mas apoio a decisão institucional de recorrer contra por entender que houve interferência no Legislativo”, opinou. (AG)

Sair da versão mobile