Ícone do site Jornal O Sul

Presidente da Câmara dos Deputados diz que “grande desafio” de 2021 será impedir mudanças na regra do teto de gastos

Para presidente da Câmara dos Deputados, "pressões serão grandes" para aumentar despesas. (Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (22) que o “grande desafio” de 2021 será impedir eventuais mudanças na regra do teto de gastos.

Maia fez a afirmação ao participar de uma transmissão ao vivo na internet. Sem ser questionado diretamente sobre o tema, o presidente da Câmara disse que as “pressões serão grandes” para que as despesas sejam aumentadas em 2021, ano pré-eleitoral.

A emenda constitucional do teto de gastos foi promulgada pelo Congresso Nacional em 2016 e limita o aumento dos gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) à inflação do ano anterior. O texto vale por 20 anos, mas prevê que pode ser revisado com dez anos. “Abrir o teto de gasto, criar novo imposto para ter receita para gastar, aí olhando já a eleição, já desorganizou tudo que está sendo construído”, declarou Rodrigo Maia.

“Nosso grande desafio para o próximo ano é sentar em cima do teto de gastos e não deixar para ninguém mexer, porque as tentações são grandes”, acrescentou. Para o presidente da Câmara, a eventual revisão da emenda constitucional só pode ser feita após a reorganização da estrutura da administração pública.

“Depois que você desindexar o orçamento, garantir meritocracia, valorizar o servidor pelo serviço que está prestando, melhorar a produtividade do setor público, faz a [reforma] tributária. Aí você pode sentar e discutir quais são as condições para mexer no teto daqui a quatro, cinco, seis anos. Que, aliás, já e a previsão que está dada”, afirmou.

“Antecipação” das eleições

Na avaliação do presidente da Câmara, uma eventual flexibilização do teto de gastos e a criação de um novo imposto para bancar programas sociais, como defende o governo, é a “antecipação” das eleições de 2022.

“Se isso prevalecer, significa que, infelizmente, a eleição de 2022 foi antecipada, e essa pressão prevaleceu, tanto do poder Executivo quanto do poder Legislativo. Eu espero que não”, afirmou.

Sair da versão mobile