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Presidente da Câmara dos Deputados diz que “pedaladas fiscais” podem não ser suficientes para impeachment de Dilma

Mesmo afastado, Cunha continua recebendo salário, verba para contratação de assessores e moradia funcional (Foto: Divulgação)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (22) que a comprovação das chamadas “pedaladas fiscais” pode não ser motivo suficiente para a abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, é preciso que fique comprovado que Dilma cometeu um ato que configure crime de responsabilidade.

“Tem que ter uma tipificação do ato de descumprimento da lei. O fato de ter existido a pedalada não necessariamente quer dizer que tenha havido o ato da presidenta da República com relação ao descumprimento da lei. Ela pode ter sido feita por vários motivos. A pedalada pode ter sido ato de equipe. Mas eu estou falando em tese. Não tenho nenhum elemento”, afirmou Cunha.

Em julho, Eduardo Cunha já havia dito que eventual rejeição das contas de 2014 da presidente “pode ou não” embasar pedido de afastamento da presidente.

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