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Presidente da Câmara dos Deputados marcha para o isolamento no PMDB

Cunha segue influente, mesmo desgastado (Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara)

Passados sete meses desde que conquistou a presidência da Câmara e se tornou um ferrenho opositor da presidenta Dilma Rousseff, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) enfrenta um processo de isolamento em sua própria sigla. O mais recente capítulo dessa derrocada ocorreu em meio às negociações da reforma ministerial.

A fim de arrefecer o movimento legislativo pró-impeachment, insuflado por Cunha junto com setores do DEM e do PSDB, Dilma havia pedido ao PMDB uma lista de indicações.

Supostamente desinteressado, o presidente do Senado e também peemedebista Renan Calheiros sugeriu que ela procurasse o líder da legenda no Senado, Eunício Oliveira (CE), mas Dilma ofereceu ao próprio Cunha a condução do processo. Ele repetiu a evasiva de Calheiros, mas não mostrou abertura ao entendimento e depois ainda se vangloriou por isso.

O passo seguinte de Dilma foi chamar o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), que refutou os argumentos de Cunha e levou a proposta aos colegas. O pedido de Dilma chegou aos deputados, que na terça-feira aceitaram a oferta, por 42 votos a favor e nove contra. A presidenta recebeu as sugestões, sem a participação de Cunha, fato celebrado pelos petistas como vitória contra o maior adversário do Planalto na atualidade.

Na quinta-feira, outro sinal de desprestígio: o PMDB fluminense anunciou 71 candidaturas a prefeito, com duas alianças com o PT. Além de não ser consultado, Cunha não estava entre os nomes da mesa principal da festa.
Analistas descartam, porém, que Cunha esteja acabado politicamente.

Além da influência resultante do controle da pauta na Câmara, ele mantém a postura que muitos consideram como excesso de soberba: “Vocês não fazem ideia de como tenho sido ovacionado por onde passo”, ironizou em recente entrevista à imprensa. (Marcello Campos com agências)

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