O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), diz ser “prematuro” neste momento falar em prorrogação dos trabalhos da comissão, que completaram um mês nesta semana com grande repercussão. Segundo o regimento interno, a CPI pode atuar por 90 dias, prorrogáveis por mais 90, mas governistas pressionam no sentido de encerrar as atividades em dois meses. “Minha pretensão é acabar em três meses, mas esta não é uma decisão apenas minha, é do Senado. Acho hoje muito prematuro falar em prorrogação”, afirmou Aziz.
Se for o caso, a CPI precisará apresentar justificativa plausível e solicitar autorização para prorrogar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Aziz já tem algumas convicções. “Em um mês de CPI, já tivemos as conclusões: o governo não quis comprar vacina, está provado, tripudiou da vacina, e acreditou na imunidade de rebanho e no tratamento precoce. Não tem pra onde correr”, disse.
O presidente da CPI vai adiante: “Neste momento de morte do País, é prevaricação”. O que falta agora, continua, é descobrir os responsáveis. Como antecipou a Coluna, a CPI descartou fatiar e antecipar o relatório final.
A CPI da Covid já encaminhou mais de mil ofícios, o volume de documentação é enorme. Parte do chamado G7 acredita que será necessário prorrogar os trabalhos, mas que eles devem acabar antes dos 180 dias de prazo.
Governadores
Governadores de 17 Estados e do Distrito Federal acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (28) contra a convocação de nove gestores, aprovada no meio da semana passada pela CPI da Covid.
Assinam a ação os governadores de Distrito Federal, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O Estado de Roraima informou que deve aderir ao movimento na próxima semana.
Conforme o blog do jornalista Valdo Cruz, os governadores querem que o Supremo esclareça se CPI pode convocar governador.
A convocação dos representantes dos Estados é defendida pelos senadores da CPI aliados do Palácio do Planalto. Eles alegam que a comissão deve investigar supostos casos de corrupção nos estados envolvendo recursos para combate à pandemia.
A estratégia da CPI foi aprovar a convocação dos governadores para desmontar o argumento dos aliados do Planalto. No entanto, integrantes da comissão já avaliam que o STF pode atender ao pedido dos governadores e barrar as convocações.
Pelo calendário divulgado pela CPI, os depoimentos devem começar em 29 de junho.
