Ícone do site Jornal O Sul

Presidente da Ucrânia diz que ordenou o seu Exército a lançar mil drones por dia contra a Rússia

Volodymyr Zelensky afirmou que ordenou às Forças Armadas do país que aumentem para 1.000 por dia os ataques de longo alcance com drones contra a Rússia. (Foto: Reprodução)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nessa sexta-feira (28) que ordenou às Forças Armadas do país que aumentem para 1.000 por dia os ataques de longo alcance com drones contra a Rússia, ante cerca de 300 atualmente. “É preciso fazer mais: há uma meta concreta, e vamos cumprir essa tarefa”, afirmou Zelensky em pronunciamento.

Nos últimos meses, a guerra entre Rússia e Ucrânia entrou em uma fase de intensificação dos ataques aéreos, enquanto a linha de frente terrestre permanece estagnada.

Drones e mísseis passaram a ser usados cada vez mais contra cidades e infraestruturas, tornando os civis as principais vítimas dessa escalada.

Segundo a ONU, 16,4 mil civis morreram e 48,6 mil ficaram feridos na Ucrânia desde o início da guerra. Julho foi o mês mais letal para civis no país desde março de 2022, e, no primeiro semestre de 2026, as vítimas causadas por armas de longo alcance aumentaram 60% em relação ao mesmo período de 2025.

A Rússia também registrou mortes de civis por conta de ataques aéreos ucranianos, porém não se sabe a real extensão da perda humana, já que o governo de Vladimir Putin não divulga essas informações e dificulta contagens feita de forma independente.

Mortes recentes provocadas por drones tiveram grande repercussão nos dois países. Um drone ucraniano abatido pelas defesas aéreas atingiu uma praia lotada no Mar Negro e matou sete russos, incluindo crianças.

No dia seguinte, imagens de um feirante ucraniano tentando fugir de um drone antes de ser atacado também repercutiram.

Sul da Ucrânia

Em outra frente, as autoridades de Kherson, no sul da Ucrânia, pediram aos moradores que evacuem a cidade devido ao perigo de intensificação dos bombardeios russos, que podem deixar a cidade sem eletricidade ou aquecimento por um longo período. “Dirijo-me mais uma vez aos moradores de Kherson, especialmente às famílias com crianças e idosos: se tiverem a possibilidade (…) por favor, saiam”, declarou o governador regional Oleksandr Prokudin no Telegram.

O governador afirmou que a situação em Kherson, que tinha cerca de 280 mil habitantes antes do início da invasão russa em fevereiro de 2022, é “extremamente difícil”.

“Na noite passada, as forças russas atacaram novamente a central de aquecimento urbano de Kherson com bombas planadoras. (…) A instalação sofreu danos muito graves”, acrescentou Prokudin. De acordo com o governador, a Rússia intensificou seus ataques na região, principalmente com drones e bombas aéreas guiadas. “Atualmente, não há meios de destruir esses tipos de drones, nem as bombas aéreas guiadas, em nenhuma região do nosso país”, afirmou o governador.

A cidade de Kherson esteve sob controle russo de março a novembro de 2022. As forças russas, agora posicionadas do outro lado do rio Dnieper, que faz fronteira com a cidade, a bombardeiam regularmente.

Na manhã dessa sexta-feira, um novo ataque com drone russo matou um homem de 61 anos em Kherson, enquanto uma série de bombardeios deixou dois mortos na região vizinha de Dnipropetrovsk, segundo autoridades locais. No inverno passado, os militares russos atacaram repetidamente usinas de energia ucranianas, deixando milhões de pessoas sem aquecimento e eletricidade em alguns momentos.

Sair da versão mobile