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Presidente do Chile, Gabriel Boric anuncia o fim de seu relacionamento com a cientista social Irina Karamanos

O casal estava junto desde 2019. (Foto: Reprodução)

O presidente do Chile, Gabriel Boric, anunciou nessa quinta-feira (16) ter se separado da cientista social Irina Karamanos, com quem estava junto havia cinco anos. Em um longo texto publicado no Instagram, o mandatário chileno não poupou adjetivos para a agora ex-namorada, descrevendo-a como “extraordinária em todas as dimensões em que se pode compreender uma pessoa”. Apesar do divórcio, na mensagem ele afirma continuar a admirando “infinitamente”.

O relacionamento termina, segundo a publicação, por “visões diferentes sobre o futuro íntimo”, indicando que pretendem manter os laços de amizade:

“Há algumas semanas, decidimos separar nossos caminhos no que diz respeito ao nosso relacionamento romântico devido a visões diferentes sobre o futuro íntimo. No entanto, decidimos (ou melhor, sabemos) que continuaremos sendo companheiros para sempre”, diz Boric

Em sua postagem, Boric também dá recados para as pessoas que classificou como “apostadores de possíveis desgraças”, afirmando que a decisão de separar não se deve a nenhuma outra relação:

“Nenhum de nós tem outros parceiros, e tudo foi discutido detalhadamente como duas pessoas que viveram juntas os anos mais intensos de suas vidas. Nos amamos infinitamente e continuaremos nos amando”, afirma, acrescentando: “Sabemos que nos próximos dias as especulações estarão à ordem do dia, e embora tivéssemos preferido viver esse processo em privado, ambos entendemos que é melhor contar essa história por nós mesmos e deixar que aqueles que gostam de inventar ou projetar em outros seus desejos inconfessos fiquem apenas com seu próprio eco”, declarou.

O casal estava junto desde 2019. A cientista social, no entanto, preferiu ficar longe dos holofotes durante a campanha vitoriosa do namorado à presidência do Chile, em 2021. Na época, tanto ela quanto Boric criticavam o papel de uma primeira-dama e os estereótipos associados à função.

No fim do ano passado, Irina Karamanos anunciou que não iria mais cumprir as funções oficiais de primeira-dama e que deixaria também o comando da Coordenação Sociocultural da Presidência, que havia assumido em março.

Na época, ela justificou a decisão afirmando fazer parte de “uma convicção republicana” de que as instituições devem ser “revisadas e atualizadas com o tempo”. Com a saída, o cargo foi oficialmente extinto.

Na semana passada, em um comentado TED Talk, ela discutiu “a ilegitimidade do papel de primeira-dama nas democracias contemporâneas”, o trabalho político de rejeitar esse poder e impulsionar mudanças ainda que seja algo “muito incômodo”.

De ascendência grega e alemã, Karamanos estudou na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e faz parte da Frente Feminista do partido no poder, o Convergência Social. As informações são do jornal O Globo.

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