O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira (17) que ainda não há previsão de quando levará a julgamento a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que se arrasta há três anos na Corte.
Segundo Lewandowski, que foi o primeiro relator do caso, há questões burocráticas que precisam ser resolvidas antes da análise do inquérito que apura se Calheiros usou dinheiro de empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. O escândalo, ocorrido em 2007, foi um dos fatores que levou o peemedebista a renunciar à presidência do Senado, na época.
A denúncia contra Calheiros foi liberada para análise pelo plenário do STF pelo relator do caso, ministro Luiz Edson Fachin. Cabe ao presidente da Corte incluir o inquérito na pauta. Se a acusação for acolhida pelo plenário do Supremo, o peemedebista passa a ser réu, respondendo pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Para justificar que tinha renda para pagar a pensão, Calheiros apresentou documentos e disse que tinha recebido uma parte com venda de gado. O suposto comprador, porém, negou que tenha adquirido bois do senador. Na denúncia, a Procuradoria sustentou que o peemedebista não possuía recursos disponíveis para custear os valores. (Folhapress)
