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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral dá 24 horas para a Meta detalhar ação coordenada no canal “Exército do Lula”

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, ordenou nesta quinta-feira (22) à Meta, dona do WhatsApp, a apresentação de um relatório técnico sobre suspeita de ações coordenadas no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e atualmente com 8,3 milhões de seguidores. A três dias do segundo turno, o magistrado cita a possibilidade de comportamento “potencialmente irregular” no espaço digital.

O pedido partiu da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A empresa deverá, entre outros pontos, identificar se existe padrão de atuação coordenada, com sincronização de atividades; analisar padrões de engajamento e distribuição de conteúdo; avaliar o fluxo de distribuição, fazendo uma rastreabilidade das informações publicadas; e informar se houve impulsionamento pago ou distribuição patrocinada dos conteúdos.

No último dia 11, Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a suspensão no canal no WhatsApp. O canal tem como intuito de distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ocasião, o presidente da Corte afirmou que a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar'”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.

“O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou o ministro em seu despacho.

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