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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber teve segurança reforçada para votar

Além do segurança do TSE que acompanha a ministra Rosa Weber, a escolta foi reforçada por uma policial federal. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber, chegou na Escola Parque da 313 Sul, em Brasília, para votar por volta das 13 horas. Diferentemente do primeiro turno, apesar do clima de tranquilidade no local, além do segurança do TSE que a acompanha, a escolta foi reforçada por uma policial federal.

Rosa Weber entrou na sala de votação sorridente. Cumprimentou eleitores, mesários e o presidente da seção. “Festa bonita da democracia, muito bem organizada. Imprensa bonita”, disse quando estava na seção de votação.

Na saída, após votar, perguntada se estava aliviada com o clima de tranquilidade na votação do segundo turno, a presidente do TSE respondeu: “Dá uma sensação de alegria. Uma festa da democracia. Trabalho realizado, mais um passo”.

Histórico

A ministra teve a segurança reforçada após a divulgação de um vídeo no último dia 22 no Youtube, no qual um homem que se identifica como coronel Carlos Alves se refere a Rosa Weber como “salafrária e corrupta” e critica outros integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Na gravação, ele se refere ao dia em que Rosa Weber recebeu integrantes do PT que pediram a aplicação de medidas cautelares urgentes para investigar notícias de que empresas em prol do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, estariam pagando por serviços de disparos de mensagens em massa anti-PT e seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, via WhatsApp.

“Se ela [Rosa Weber] fosse uma mulher séria, patriota e se ela não devesse nada a ninguém, ela nem receberia essa cambada no TSE”, diz o coronel no vídeo. Ele ainda afirma que se “você aceitar essa denúncia ridícula e tentar tirar Bolsonaro por crime eleitoral, vamos derrubar vocês aí sim, porque aí acabou”.

Na última semana, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal pediu que a Procuradoria-Geral da República investigasse a conduta do militar. Na quinta-feira (24), a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o caso.

A ministra – que concilia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral com as atividades de magistrada do Supremo Tribunal Federal – também elogiou o trabalho dos mesários da seção eleitoral que votou, da Justiça de Eleitoral e da imprensa. No entanto, ela não quis dar entrevista aos repórteres que acompanharam o voto dela.

Urna eletrônica

Em um pronunciamento exibido na cadeia nacional de rádio e TV, Rosa Weber voltou a pedir no sábado (27) “tolerância” aos eleitores que pensam diferente e reforçou o pedido para que todos compareçam às urnas neste domingo (28). Assim como fez no primeiro turno, Rosa Weber também defendeu o sistema eletrônico de votação e afirmou que, em 22 anos, não há nenhuma fraude comprovada.

“[A democracia] é conquista diária, permanente construção que pressupõe, em sociedade plural como a nossa, diálogo, respeito pelos que pensam de forma diferente, e tolerância para que se viabilize o avanço civilizatório que todos almejamos”, disse a ministra. Na fala, Rosa Weber também defendeu que “não deixemos que nada tumultue” a escolha livre e consciente sobre o que cada um entender ser o melhor para o País.

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