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Presidente dos Estados Unidos pode decretar regra que proíbe armas de assalto após massacre no Colorado

Presidente americano vem recebendo críticas dos republicanos. (Foto: Lawrence Jackson/The White House)

Um dia após o massacre que deixou dez mortos em um supermercado no Colorado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (23) que considera a possibilidade de baixar ordens executivas – ou seja, decretar regras sem que elas passem pelo Congresso – para mudar as normas a respeito de armas de fogo no País.

O próprio Biden afirmou que deve proibir a venda de armas de assalto (semiautomáticas com possibilidade de troca de pente) e impor restrições às vendas de armas no geral.

“Não preciso esperar um minuto a mais, imagine uma hora, para tomar decisões de bom senso que vão salvar vidas no futuro. Podemos proibir as semiautomáticas”, afirmou o presidente.

Biden disse que esse tema não deveria causar divisão entre os políticos: “É um tema americano que vai salvar vidas, vidas americanas, precisamos agir”.

Além das semiautomáticas, ele citou armas com pentes que têm capacidade para muita munição.

Biden acompanha caso do Colorado
A Casa Branca informou, em comunicado, que Biden acompanha as atualizações do caso no Colorado, ocorrido na noite desta segunda-feira (22).

Em um pronunciamento pouco antes de embarcar em uma viagem oficial para Ohio, o presidente lamentou as mortes e pediu que o Senado aprove uma série de leis sobre o controle de armas.

Entre as vítimas, estavam pessoas que aguardavam para receber a vacina contra a Covid-19, que nos EUA também é distribuída em farmácias e supermercados.

As autoridades também identificaram o principal suspeito de ter cometido os assassinatos, que foi preso na noite desta segunda e saiu escoltado de dentro do supermercado. A motivação do ataque continua desconhecida.

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