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Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado desistem de participar de audiência de conciliação sobre o IOF

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, não foram à reunião. (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiram não comparecer à audiência de conciliação a respeito do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Convocado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a tarde dessa terça-feira (15) e mediado pelo ministro Alexandre de Moraes, o encontro terminou sem acordo.

Caberá a Moraes, relator do caso no STF, dar uma decisão com base nos argumentos apresentados por todos as partes do processo.

Os participantes disseram a Moraes na reunião que “preferiam aguardar a decisão judicial” sobre o tema. O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o advogado que representa o PSOL – autor de uma das ações sobre o tema – indicaram a Moraes que a “decisão judicial seria o melhor caminho para dirimir o conflito”.

A audiência de conciliação ocorre após uma decisão liminar do próprio Moraes suspender tanto o aumento do IOF pelo governo como a decisão do Congresso que derrubou a medida do Executivo.

A ata da audiência indica ainda que, após as colocações dos presentes, Moraes determinou que os autos fossem conclusos para decisão – ou seja, que o processo fosse encaminhado para que ele decida sobre o tema.

Segundo a ata, Moraes deu início à audiência fazendo um “breve relato” da situação processual e dos “pontos controvertidos”. Em seguida, se manifestaram a advogada-geral do Senado, a advocacia da Câmara dos Deputados e o AGU.

De acordo com o documento, todas as partes reiteraram as manifestações escritas que já haviam juntado aos autos – ou seja, defendendo, dos respectivos lados, os decretos do Executivo sobre o IOF e o decreto legislativo que derrubou as medidas do Planalto.

Ainda de acordo com a ata, após tais indicações, Moraes perguntou às partes se seriam possíveis “concessões recíprocas que pudessem resultar na conciliação”. Daí vieram as respostas no sentido de que os presentes preferiam aguardar a decisão do ministro – ou seja, não houve acordo.

A ata indica ainda que a advogada-geral do Senado, Gabrielle Pereira, chegou a pedir um maior prazo para a continuidade das negociações, com a manutenção da decisão provisória já proferida por Moraes – suspendendo todos os decretos sobre o tema.

Veja a lista de participantes da reunião:

– Advocacia-Geral da União: Jorge Messias, advogado-geral da União; Paulo Mendes, advogado da União adjunto; Marga Bezerra David, secretária-geral de Contencioso substituta.

Procuradoria-Geral da República: Ubiratan Cazetta; Nathalia Geraldo Di Santo;.

– Ministério da Fazenda: Fábio Terra, assessor especial da secretaria-executiva; Raquel Godoy, secretária-adjunta; Flávia Renó, chefe de gabinete da secretaria-executiva

– Câmara dos Deputados: Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, advogado-geral da Câmara dos Deputados.

– Senado Federal: Gabrielle Tatith Pereira, advogada-geral do Senado.

– Partido Liberal (PL): Marcelo Luiz Ávila de Bessa, advogado do partido.

– Partido Socialismo e Liberdade (Psol): Raphael Sodré Cittadino, advogado do partido; Bruna de Freitas Amaral, advogada do partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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