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Preso pela Polícia Federal, líder do governo no Senado ofereceu 50 mil reais mensais para ex-diretor da Petrobras não fazer delação e sugeriu rota de fuga

Petista foi preso em Brasília (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki informou nesta quarta-feira (25) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou, em documento enviado à Corte, que o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), ofereceu 50 mil reais mensais ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada ou, se o fizesse, não citasse o parlamentar.

Delcídio foi preso nesta manhã, em Brasília, pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava-Jato por estar atrapalhando as apurações. Além do parlamentar, também foram presos o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, o chefe de gabinete do petista, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu Cerveró.

Segundo a PGR, Delcídio também prometeu a Cerveró ajudá-lo em julgamentos no STF. O senador disse que falaria com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para influenciar a Corte.

O relatório da PGR foi baseado em gravações realizadas por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, de duas reuniões realizadas nos dias 4 e 19 de novembro, com a participação de Delcídio e Esteves.

Rota de fuga

Segundo Zavascki, o relatório da PGR afirma que os valores prometidos a Cerveró seriam repassados à sua família por meio de um contrato fictício entre o advogado Edson Ribeiro e o BTG Pactual. Conforme a PGR, Delcídio sugeriu rotas de fuga para Cerveró deixar o País caso o STF concedesse habeas corpus ao ex-diretor. Cerveró iria em um jato até o Paraguai. De lá, embarcaria para Madri, na Espanha.

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