O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) variou 0,39% em setembro, 0,04 ponto percentual abaixo da taxa de agosto (0,43%), informou nesta-terça-feira (22) o IBGE. O índice acumulado no ano chegou a 7,78%, o mais elevado para os meses de janeiro a setembro desde 2003 (8,46%).
Em 12 meses, o índice apresenta avanço de 9,57%, repetindo a taxa do mesmo período de 2014. Sendo assim, nessa base de comparação, o indicador segue como o mais alto desde dezembro de 2003, quando chegou a 9,86%. Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, o de alimentação e bebidas foi o único que registrou queda de agosto para setembro: de 0,45% para -0,06%. Os preços dos alimentos consumidos em casa ficaram 0,37% mais baixos em relação a agosto e os comprados fora de casa ficaram 0,51% mais caros. Segundo o IBGE, ficaram mais em conta cebola, tomate e cenoura.
A alta de preços relativos à habitação também perdeu força, de 1,02% para 0,68%. Esse conjunto de despesas foi influenciado pela redução nas contas de energia elétrica, “devido às reduções na parcela do PIS/Cofins”.
No grupo transportes, por outro lado, os preços aumentaram, saindo de uma queda de 0,46% para uma alta de 0,78%, sob influência do avanço das tarifas dos ônibus urbanos (0,65%) e dos serviços de conserto de automóvel (1,08%).
