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A prévia da inflação oficial no País é a menor em 12 anos

A inflação ficou bem acima do teto da meta para 2021. (Foto: Divulgação)

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15), que é uma prévia da inflação oficial do País, teve variação de 0,21% em abril, 0,11 ponto percentual acima da taxa de março (0,10%). Essa foi a menor taxa para o mês de abril desde 2006, quando o índice registrou 0,17%.

No ano, a variação acumulada ficou em 1,08%, menor nível para o período de janeiro a abril desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos 12 meses permaneceu em 2,80%, igual ao dos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A queda de 0,15% do grupo Comunicação foi influenciada, principalmente, pelo item telefone fixo (-0,45%), em função da redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas de fixo para móvel em vigor desde 25 de fevereiro. No lado das altas, exceto pelos grupos Despesas Pessoais (de 0,12% em março para 0,06% em abril) e Educação (de 0,25% em março para 0,02% em abril), os demais apresentaram aceleração na variação de preços.

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,69%), a pressão foi exercida pelo item plano de saúde (1,06%) e pelos remédios (0,63%), refletindo parte do reajuste anual em vigor desde 31 de março, variando entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo do medicamento.

O grupo Alimentação e Bebidas saiu da queda de 0,07% registrada em março para a alta de 0,15% em abril. Esse movimento foi influenciado sobretudo pelas frutas, que ficaram, em média, 6,07% mais caras e foram o principal impacto individual no índice do mês (0,06 ponto percentual).

Além delas, outros itens também subiram de preço, como o leite longa vida (4,92%) e a refeição fora (0,73%). Outros vieram em queda a exemplo das carnes (-1,03%), do tomate (-6,85%) e do frango inteiro (-3,23%). A alimentação no domicílio registrou queda de 0,05%, ao passo que a alimentação fora registrou alta de 0,49%.

No grupo Habitação (0,26%), o destaque foi o item energia elétrica (1,45%), influenciada principalmente pelo Rio de Janeiro, cuja variação de 10,20% reflete os reajustes de 9,09% e 21,46% nas tarifas das concessionárias, em vigor desde 15 de março. A alta do Vestuário (0,43%) foi puxada pelos itens roupa feminina (0,62%) e roupa infantil (0,96%).

Nos Transportes (0,12%), o resultado contempla a variação de 0,85% no item conserto de automóvel e 0,35% do ônibus urbano, refletindo os reajustes de 6,17% nas tarifas em Porto Alegre (5,39%), a partir de 13 de março, e parte do reajuste de 6,45% de Belém (0,92%) em vigor desde 20 de fevereiro. Ainda nos Transportes, as passagens aéreas vieram com queda de 2,69%, menos intensa do que a registrada em março (-15,33%).

Quanto aos índices regionais, apenas a Região Metropolitana de Pernambuco (-0,07%) e o município de Goiânia (-0,10%) mostraram deflação na taxa de um mês para o outro. As demais ficaram entre 0,09% (Região Metropolitana de Salvador) e 0,43% (Região Metropolitana do Rio de Janeiro).

No Rio de Janeiro, a alta foi influenciada pela energia elétrica, que ficou 10,20% mais cara em razão dos reajustes de 9,09% e 21,46% nas tarifas das concessionárias em vigor desde 15 de março. O item plano de saúde também se destacou, com alta de 1,07%. Em Goiânia (-0,10%), área com a menor variação, os destaques foram o tomate, com queda de 15,25%, e a energia elétrica (-1,19%).

 

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