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Primeira mulher a chegar ao posto de coronel da Brigada Militar na ativa se despede da corporação

Najara Santos da Silva entrou para a reserva após 35 anos de serviços prestados e pioneirismo. (Foto: Divulgação/BM)

Última remanescente das primeiras turmas femininas da Brigada Militar (BM) a alcançar ainda na ativa o posto de coronel (mais alto da carreira de oficial), a porto-alegrense Najara Santos da Silva encerrou nesta terça-feira (31) a sua trajetória na corporação, ao entrar para a reserva. Aos 60 anos de idade, ela soma 35 anos de serviços prestados.

O pioneirismo é uma de suas marcas: ela se tornou também a primeira negra a obter a patente de coronel, primeira mulher a atuar como instrutor de tiro da Brigada e a comandar o 21° Batalhão de Polícia Militar (21° BPM), na Zona Sul da capital gaúcha.

Em 1987, já formada em Estudos Sociais e História pela Unisinos, ela aguardava o concurso para magistério ou historiadora. Como o certame específico não surgia, a mãe sugeriu que se inscrevesse para o concurso da Brigada Militar. Resultado: a aprovação no Curso de Formação de Sargentos Femininos, primeira turma de praças mulheres .

Depois de formada, trabalhou na Companhia Feminina como sargento e participou da formação da segunda turma de soldados femininas. Por questões de logística, as unidades femininas foram extintas e as integrantes incorporadas aos batalhões, o que também impulsionou a superação de dificuldades para adaptação dos quartéis às mulheres.

Em 1989, ingressou no Curso de Formação de Oficiais, como 2º tenente. Nos anos seguintes, foi para o 1º Batalhão de Polícia Militar, chegou a instrutora de tiro, comandante do Colégio Tiradentes e titular do Comando Ambiental e do Comando de Policiamento da Capital, além de chefiar o programa de Patrulhas Maria da Penha e o Museu da BM.

Homenagem

Atuando ultimamente como chefe de gabinete do comandante-geral da BM, na última sexta-feira (27) a oficial recebeu homenagem da turma de alunas-oficiais do Curso Superior de Polícia Militar (CSPM), na Academia de Polícia Militar.

As cadetes foram incumbidas de definir a coronel Najara em uma palavra. Vários foram então os adjetivos atribuídos a ela: bravura, autenticidade, competência, resiliência, liderança, empatia e inspiração.

(Marcello Campos)

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