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Primeiro-ministro de Israel diz que vai continuar a guerra contra o Hamas “até alcançar todos os seus objetivos”

O Hamas ainda mantém 48 reféns no território da Faixa de Gaza, mas acredita-se que vários já estejam mortos. (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no sábado (2) que o país irá continuar a guerra contra o Hamas “até alcançar todos os seus objetivos”, que incluem a libertação dos reféns israelenses e a eliminação do movimento islâmico do poder na Faixa de Gaza.

“Nossos soldados se prepararam durante os dias de trégua para uma vitória total contra o Hamas”, disse o primeiro-ministro.

A declaração foi feita durante a primeira coletiva de imprensa de Netanyahu desde a retomada dos combates na região.

O conflito voltou a se intensificar na manhã de sexta-feira (1º), após uma semana de cessar-fogo.

Netanyahu também afirmou que foram estabelecidas “áreas seguras” para o deslocamento da população em Gaza.

“Determinamos áreas seguras, em coordenação com agências internacionais e com os nossos amigos americanos, para onde a população sabe que pode evacuar”, disse.

De acordo com o primeiro-ministro israelense, isso foi feito na região norte de Gaza, e a ação será estendida para outras áreas, com o objetivo de preservar civis.

“É importante porque não queremos prejudicar a população. Queremos evitar prejudicar a população. Temos um desejo muito forte de prejudicar o Hamas”, continuou.

Netanyahu declarou ainda que Israel “seguirá lutando com todas as suas forças” para “garantir que Gaza não volte a representar uma ameaça” para o país.

“É para isso que nossos combatentes se prepararam durante a trégua: para uma vitória completa sobre o Hamas”, concluiu.

Bombardeio pesado

Israel fez ataques aéreos intensos contra a cidade Khan Younis, no sul de Gaza. Os moradores da região descreveram o bombardeio como o mais pesado da guerra.

Os residentes de determinadas áreas da cidade foram orientados por militares israelenses a evacuarem e seguir para outra região.

Israel acredita que alguns líderes do Hamas estão na cidade, onde muitos civis estão abrigados depois de fugirem do norte de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, afirma que pelo menos 193 pessoas foram mortas na última onda de ataques israelenses. As informações são do portal de notícias G1 e da BBC News.

 

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