O primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga disse, nesta sexta-feira (29), que o Japão continua determinado a seguir em frente com os planos de sediar os Jogos Olímpicos no verão – período correspondente ao inverno brasileiro.
Apesar de toda a especulação ao redor da possibilidade de o evento ser cancelado devido à pandemia do novo coronavírus, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse na última quarta-feira que a organização estava totalmente comprometida em dar continuidade aos preparativos.
Em uma reunião virtual do Fórum Econômico Mundial, Suga disse que o país estava “determinado a entregar esperança e coragem para o mundo” por meio dos Jogos, e que ele continuaria a colaborar de perto com Bach para um evento “seguro e coberto de proteção”.
Na última quarta-feira, Bach classificou qualquer especulação sobre o adiamento desta edição dos Jogos como “inútil”.
O Japão enfrenta uma terceira onda da Covid-19, que colocou diversos estados em nível de emergência.
O governo não planeja expandir o programa de vacinação até o fim de fevereiro, o que coloca dúvidas se uma parcela significativa da população terá sido imunizada a tempo da Olimpíada.
Suga também disse que o Japão vai ampliar o fornecimento de vacina para países em desenvolvimento com US$ 130 milhões.
Ele reiterou a importância da aliança entre o país e os Estados Unidos, e disse que o Japão iria se esforçar para ter uma “relação estável” com países vizinhos, como a Rússia e a China.
O presidente do Comitê Organizador do evento, Yoshiro Mori, também deixou claro que um novo adiamento do evento está fora de cogitação. Ele destacou ainda que a dúvida que existe é sobre a presença de público nas competições. “Estamos convencidos de que todas essas dúvidas serão esclarecidas no dia da abertura dos Jogos”, disse Mori.
Os organizadores destacaram que estão considerando um amplo leque de planos para diferentes possibilidades perante a evolução da pandemia da covid-19, o que afetará as medidas de prevenção do contágio entre atletas e a presença do público nas arquibancadas, questões que devem ser definidas nos próximos meses. Uma das medidas em análise passa pela inoculação de vacinas entre atletas estrangeiros, que o COI promoverá embora não deva ser obrigatória, assim como a vacinação em larga escala no Japão, processo que não terá início até o fim de fevereiro e que irá durar meses.
“Temos de ter muita paciência com os preparativos da vacina”, disse Toshiro Muri, CEO do Comitê Organizador, que lembrou que cada país “tem as suas próprias medidas sanitárias”, pelo que ainda é necessário “discutir diferentes cenários futuros antes de se chegar a conclusões”.
O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio “espera que a vacina seja dada ao maior número de pessoas”, tanto no Japão quanto em atletas estrangeiros e potenciais visitantes, embora esta medida não seja uma condição indispensável para a celebração dos Jogos. No que diz respeito ao acesso de estrangeiros ao país para a disputa e presença nas arquibancadas olímpicas, os anfitriões também lidam com “diferentes tipos de cenários”, incluindo a realização de competições à porta fechada, completou Muri.
