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Primeiro petroleiro atravessa Ormuz, e Trump diz que mais navios já circulam pelo estreito após acordo

O primeiro petroleiro comercial atravessou com sucesso o Estreito de Ormuz nessa segunda-feira. (Foto: IMO/Cihancan Tunay)

Um dia após o anúncio do acordo de paz preliminar entre Estados Unidos e Irã, o primeiro petroleiro comercial atravessou com sucesso o Estreito de Ormuz nessa segunda-feira (15). O presidente americano, Donald Trump, afirmou que mais navios já começaram a circular pela rota, que, segundo memorando de entendimento que ele divulgou na véspera, deve ser completamente reaberta mediante a assinatura do documento na próxima sexta-feira (19).

De acordo com dados de rastreamento marítimo, o Disha, um petroleiro de gás natural liquefeito (GNL) com bandeira maltesa, tornou-se a primeira embarcação a passar pelo estreito desde o avanço diplomático entre Washington e Teerã. O navio utilizou as rotas marítimas designadas pelo Ira para o Sistema de Separação de Tráfego (TSS) para sair em segurança do Golfo Pérsico e continuar sua viagem em direção ao mar aberto na região.

A agência de notícias Reuters corroborou a informação, noticiando que um navio metaneiro havia navegado por Ormuz rumo ao leste. Enquanto isso, a emissora americana CNN reportou que, segundo uma autoridade do governo Trump, o Exército dos EUA já recebeu diretrizes operacionais para suspender formalmente seu bloqueio naval do Estreito de Ormuz na próxima sexta-feira, mediante a assinatura oficial do pacto.

O próprio Trump afirmou haver movimentação marítima pela rota sul do canal, o trecho mais afastado do território iraniano, perto de Omã e da Arábia Saudita.

“Os navios estão começando a se movimentar, muitos carregados de petróleo, para fora do Estreito de Ormuz. Eles estão seguindo pela ‘Rodovia’ do Sul, que é totalmente segura e preservada. Existem outras rotas de navegação também!!!”, escreveu o presidente americano em sua rede, a Truth Social.

O Irã, que controla na prática a maior parte do trânsito por Ormuz, ainda não havia confirmado a informação.

Confusão nos termos

Os detalhes do tratado não foram divulgados imediatamente, mas sua implementação não deve começar até a assinatura, que, segundo o Paquistão, ocorrerá na sexta-feira, na Suíça. A notícia sobre a reabertura total do Estreito de Ormuz, porém, já trouxe alívio para os mercados globais, ansiosos pela volta à normalidade da rota por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos no planeta.

Mas o memorando de entendimento sobre a guerra já enfrenta obstáculos. As contínuas hostilidades de Israel com o Hezbollah, milícia xiita apoiada pelo regime dos aiatolás, quase inviabilizaram as negociações, uma vez que o Irã condicionou o memorando de entendimento provisório à suspensão dos bombardeios ao Líbano, algo respaldado pelos mediadores paquistaneses. Nessa segunda, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comunicou sua recusa em deixar o sul libanês. As informações são da revista Veja.

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