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Príncipe Harry estaria próximo de ser exilado da família real; entenda

Duque de Sussex compareceu à 14ª Conversa da Fundação Invictus Games após muita discussão sobre acomodações. (Foto: Reprodução)

Lady Victoria Hervey, que namorou príncipe Andrew em 1999, acredita que a autossabotagem do relacionamento do príncipe Harry com seu irmão, William, lhe causará o exílio da família real. Em entrevista ao jornal The Mirror, na última segunda-feira (6), a socialite disse: “Está se tornando um esporte sangrento. Harry está cada vez mais perto de ser exilado”.

Ainda na conversa ela continuou: “Acho que ele está a apenas um ou dois passos de isso acontecer. Ele está forçando a linha o máximo possível para que isso aconteça e ele possa se afundar na condição de vítima”.

Harry e WIlliam deixaram de ser uma dupla unida para dar lugar a um relacionamento notoriamente conturbardo. Em seu livro de memórias explosivo lançado recentemente, “Spare”, o duque de Sussex afirmou que ele e William entraram em uma briga por Meghan Markle que supostamente se tornou física.

Harry escreveu que os dois gritaram um com o outro até que William o empurrou para o chão, fazendo-o cair em uma tigela de cachorro e sofrer ferimentos nas costas. Ele também acusou seu irmão de ignorá-lo quando ambos eram estudantes em Eton e de ter ciúmes por ele ter inventado o conceito dos Jogos Invictus.

Diferente da família

O príncipe Harry disse que “sempre se sentiu um pouco diferente” de sua família, e que sua mãe, a princesa Diana, sentia o mesmo. Em uma conversa sobre luto, o duque de Sussex disse que temia perder as memórias que tinha de Diana quando começou a fazer terapia.

Ele também afirmou que faz questão de “sufocar” seus filhos com carinho para evitar transmitir “traumas” ou “experiências negativas” de sua própria criação.

Harry falou sobre estes temas com o médico Gabor Maté, autor de livros sobre trauma. A conversa tratou de pontos que Harry aborda em seu livro de memórias Spare (O que Sobra, na edição em português).

Refletindo sobre a resposta do público ao trabalho, o duque de Sussex insistiu não ser uma “vítima” ou buscar conquistar simpatia.

Ele revelou que sua própria reação à publicação do polêmico livro foi se sentir “incrivelmente livre”. “Senti um peso enorme sair de cima dos meus ombros”, disse, descrevendo o livro como um ato para ajudar a quebrar o tabu de se falar sobre saúde mental.

A discussão focou nas emoções, na terapia e nos pensamentos do príncipe sobre saúde mental. Mas não entrou em revelações reais recentes, como o pedido de Harry e sua esposa Meghan Markle para que desocupem a residência real Frogmore Cottage – ou se ele compareceria ou não à coroação de seu pai.

Também não houve menções sobre como a família real, incluindo seu irmão, se sentiu sobre seu livro de memórias. O príncipe Harry disse que, durante sua criação, ele se sentiu “um pouco diferente do resto da minha família” e que tinha a sensação de viver em uma “bolha”, que a terapia o ajudou a estourar.

Ele foi questionado sobre como foi viver uma infância marcada pelo distanciamento emocional e a falta de abraços e de demonstrações de afeto. Ele disse que, com seus próprios filhos, estava “se certificando de sufocá-los com amor e carinho”.

“Como pai, sinto uma grande responsabilidade em garantir que não transmita nenhum trauma ou… experiências negativas que tive quando criança”, disse. Ele falou várias vezes sobre a importância da terapia, mesmo que isso pudesse criar uma barreira entre ele e outros parentes.

Harry afirmou que temia erroneamente que isso pudesse corroer seus sentimentos por sua mãe, que morreu em um acidente de carro em Paris em 1997, quando ele tinha 12 anos. “Uma das coisas que mais me assustava era perder o que sentia pela minha mãe… o que quer que eu conseguisse segurar da minha mãe”, disse. Mas ele não perdeu esses sentimentos e percebeu “que, na verdade, ela só queria que eu fosse feliz”, disse. As informações são do jornal O Globo e da BBC News.

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