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Prisão de Marcelo Odebrecht cria constrangimento no Fórum Econômico Mundial da Suíça

Executivo era tratado pelo evento como um dos principais brilhantes empreendedores de um "futuro melhor" para o planeta (Foto: Reprodução)

A crise política no Brasil, em especial o escândalo de corrupção na Petrobras, deve ser motivo de “saia justa” durante o Fórum Econômico Mundial, que se reunirá a partir de quarta-feira em Davos, na Suíça. Isso porque a entidade considerava o empreiteiro Marcelo Odebrecht como seu “copresidente para a América Latina”.

O executivo, preso desde junho pela Operação Lava-Jato, também havia sido escolhido (em 2006) como um dos Jovens Líderes Mundiais, projeto ligado ao Fórum. O objetivo, segundo os organizadores, é “valorizar as pessoas mais brilhantes, ambiciosas, corajosas e empreendedoras no cenário econômico internacional, dedicando parte de seu tempo para, juntas, moldarem um futuro melhor” para o planeta.

Fontes ligadas à entidade sediada em Genebra (Suíça), no entanto, admitiram que Marcelo havia sido desligado da iniciativa, no início do ano, por conta das suspeitas que já circulavam contra o empreiteiro, mesmo antes de sua prisão pela força-tarefa da Polícia Federal.

Outro destaque entre os selecionados pelo Jovens Líderes Mundiais era o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual e também detido no Brasil. Mas, de acordo com o Fórum, há cerca de dois anos ele deixou de fazer parte da iniciativa.

Os constrangimentos não param aí: em 2015, a entidade suíça já havia desfiliado também a Petrobras de uma iniciativa voltada para o combate à corrupção. (AE)

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