O advogado Marcos José Santos Meira, citado em mensagens de executivos da OAS como suposto interlocutor da empreiteira em processos no STJ (Superior Tribunal de Justiça), é investigado pela força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba (PR) por outra razão: uma suspeita de ocultar a real propriedade de um imóvel, atribuída ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Marcos Meira é filho do ex-ministro do STJ José de Castro Meira, que se aposentou da Corte em 2013. Em 2012, ele foi procurado para atuar em processo da OAS por conta da proximidade com o pai ministro.
Em setembro de 2015, o MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba pediu à PF (Polícia Federal) para prosseguir com as investigações sobre a suposta dissimulação da propriedade e da reforma de um imóvel de Dirceu. Meira advoga em processos em diferentes tribunais e também é sócio da Matre Participações, uma empresa com capital de 30 milhões de reais que atua com compra, venda e aluguel de imóveis próprios.
A atuação da Matre no episódio do imóvel de Dirceu foi detalhada na denúncia do MPF contra o ex-ministro e mais 16 pessoas. Todos são suspeitos de ser beneficiários de desvios de recursos da Petrobras. O imóvel mencionado está em nome de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de Dirceu. Pela denúncia, o ex-ministro é o real proprietário. Luiz Eduardo comprou o imóvel da Matre. (AG)
